quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

O Arrebatamento da Igreja e o Dia da Revelação de Jesus, em Glória - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)



Algumas diferenças sobre esses dois eventos:

Diferença quanto ao objetivo -

Na primeira fase ou primeira etapa de sua segunda vinda, Jesus virá buscar Sua igreja, conforme ele afirmou em João 14:3 - "E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também". Sabemos que ele foi e temos certeza de que virá, conforme prometeu. Este evento é conhecido como ARREBATAMENTO DA IGREJA e é a grande esperança de todos os salvos em Cristo. A igreja não espera a vitória do bem sobre o mal; não espera que a terra seja transformada num paraíso; não espera que Jesus venha para implantar aqui o seu governo - a igreja espera que o Senhor Jesus venha para tirá-la desta terra e deste mundo, levando-a para sua glória ou para o céu.

Na segunda fase ou segunda etapa de sua SEGUNDA VINDA, conhecida como o DIA DA REVELAÇÃO DE JESUS, EM GLÓRIA, ele virá de uma forma especial para os judeus ou para a nação de Israel, conforme escreveu o Profeta Zacarias - capítulos 12 e 13 e Apocalipse 19:11-21. Ele virá para pôr fim à grande tribulação, libertar Jerusalém que estará sitiada pelo exército do Anticristo, lançar este e o Falso Profeta no lago de fogo, prender Satanás por mil anos, julgar as nações vivas - Mateus 25:31-46, e implantar o milênio ou o seu governo de mil anos sobre a terra.

Diferença quanto à maneira de Sua vinda - 

No ARREBATAMENTO DA IGREJA o Senhor Jesus virá em segredo para o mundo - "... virá como ladrão de noite". - I Tessalonicenses 5:2. Quando ele retornou para o céu, somente os seus discípulos o viram subir - "E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos. E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram ... Esse Jesus que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" - Atos 2:9-11. De Jerusalém ou de qualquer outro lugar ninguém o viu subir; somente os seus discípulos é que presenciaram, de forma visível, seu retorno ao céu. Os anjos disseram que ele voltaria da mesma forma que eles o viram subir. Assim, se somente os seus discípulos o viram no dia em que ele foi, é certo que somente os seus discípulos, ou seja, os crentes salvos, em Cristo, terão o privilégio de vê-lo quando voltar para arrebatar a Sua igreja.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Quando será o Arrebatamento da Igreja - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)



"Porque vós mesmos sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá como ladrão de noite" - I Tessalonicenses 5:2.

Vamos, agora, analisar o "quando" Jesus virá. É claro que não vamos cometer o erro que muitos incautos e ignorantes têm cometido ao marcar datas para sua vinda, pois, conforme o Senhor Jesus afirmou que - "... daquele dia e hora ninguém sabe" - Mateus 24:36, a não ser Deus, nas Pessoas do Pai, do Filho e do Espírito Santo, porque Deus é onisciente.

O que vamos analisar é o sentido da expressão "noite" usada por Paulo e também por Pedro quando diz que Ele  nos "...chamou das trevas para a sua maravilhosa luz" - I Pedro 2:9. Sabemos que através de um dos movimentos da terra chamado de rotação, temos o que conhecemos como dia e noite. Assim, em contraposição, enquanto é dia de um lado da terra, do outro, é noite. Não há qualquer possibilidade de que, simultaneamente, seja noite em todo o globo terrestre. Por outro lado, segundo a Bíblia, o arrebatamento da igreja acontecerá num momento único, conforme escreveu Paulo - "Num momento, num abrir e fechar de olhos, ante a última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos ressuscitarão incorrutíveis, e nós seremos transformados". I Coríntios 15:52. Conhecendo isto, temos que admitir que Paulo não usou a expressão "noite" num sentido real e literal e, sim, num sentido figurado ou simbólico. Será, portanto, do estudo deste simbolismo, que iremos procurar entender que, de fato, estamos vivendo nos dias que antecedem a vinda de Jesus para arrebatar a Sua Igreja.

01 - A NOITE COMO SÍMBOLO DO PECADO - JESUS VIRÁ DE "NOITE"

Foi o mesmo Apóstolo Paulo que no versículo 2 afirmou que "...o Dia do Senhor virá como ladrão de noite", quem nos versículos 4 e 5 deixou claro ser a noite um símbolo do pecado quando escreveu - "Mas vós, irmãos já não estais em trevas para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão; porque todos vós sois filhos da luz e filhos do dia; nós não somos da noite nem das trevas" - I Tessalonicenses 5:4-5.

No mesmo sentido, anos depois escreveria o Apóstolo Pedro - "Mas vós sois... o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz" - I Pedro 2:9. Portanto, noite fala de trevas e trevas fala de pecado. Assim, se pudermos afirmar que o mundo está, hoje, como nunca esteve antes, mergulhado no pecado, então, podemos também afirmar que estamos vivendo naquela época prevista na Bíblia, na qual aconteceria o arrebatamento da igreja.

Pelo que conhecemos sobre a Bíblia e sobre a História, o domínio do pecado sobre a humanidade nunca foi maior do que é hoje. Sem carregar muito na figura de linguagem conhecida como hipérbole, acreditamos poder afirmar que a Sodoma descrita na Bíblia - Gênesis 19, pode ser considerada como uma cidade "beatificada" quando comparada, por exemplo, com a cidade de São Paulo, ou com qualquer outra grande cidade de qualquer lugar da terra. A terra não apenas está envolvida por densas trevas, mas, mais que isto, podemos pensar que, pelo "relógio" de Deus, estamos muito próximo da meia-noite, quando, então, segundo afirmou Jesus - "Mas, à meia-noite,  ouviu-se um clamor: aí vem o esposo! Saí-lhe ao encontro" - Mateus 25:6.


02 - NOITE É SÍMBOLO DE MEDO.

"Porque vós sabeis muito bem que o Dia do Senhor virá... de noite". Você há de concordar conosco de que todos nós somos mais corajosos durante o dia. Qualquer pessoa, ou quase todas, é capaz de entrar num cemitério durante o dia; porém, poucos são capazes de fazer isto à noite e sozinhos, porque NOITE É SÍMBOLO DE MEDO.

Vamos pensar sobre esta passagem bíblica registrada por Mateus - "Mas, na quarta vigília da noite, dirigiu-se Jesus para eles, caminhando por cima do mar. E os discípulos, vendo-o caminhar sobre o mar, assustaram-se, dizendo: é um fantasma. E gritaram, com medo" - Mateus 14:26.  Marcos, como não estava lá, foi ainda mais contundente, ou crítico, afirmando que "... deram grandes gritos" - Marcos 6:49.

Por mais incrível que possa parecer, doze "marmanjos", todos crentes, ou discípulos de Jesus, gritando com medo de fantasmas! Dá para acreditar? A resposta, ou a razão do medo está no versículo anterior - era noite! E NOITE É SIMBOLO DE MEDO! Eles jamais confundiriam Jesus com um fantasma e, com medo, dariam "grandes gritos", se fosse dia.

Lançando um rápido olhar sobre tudo que está acontecendo na terra, dúvida não pode subsistir de que toda terra está mergulhada numa noite muito escura, porque há, em toda parte, um medo generalizado. Todos têm medo de tudo! Os governos das grandes e pequenas nações governam com medo. Como fruto do medo, há uma espionagem generalizada - ninguém confia em ninguém. A maior nação da terra, embora possuindo o maior poder bélico de todos os tempos, vive em polvorosa, com medo até dos "fantasmas" dos terroristas já mortos. É noite, e densa noite!

As forças de segurança vivem assustadas - a polícia tem medo dos bandidos, e estes têm medo da polícia; os pais não conseguem dormir, com tranquilidade, enquanto os filhos não retornam da escola, ou do trabalho; ninguém, em nenhum lugar, sente-se seguro. Vivemos sob o império do medo. É, noite, e densa noite! Assim, se cremos que Jesus virá de "noite", então este é o tempo de estarmos preparados para o DIA DO ARREBATAMENTO DA IGREJA.

O3 - NOITE É SÍMBOLO DE DIFICULDADES.

"... Se alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo. Mas, se andar de noite, tropeça, porque nele não há luz" - João 11:9-10. Jesus virá de "noite". Tudo, à noite, torna-se mais difícil! Viajar à noite é muito mais perigoso; andar à noite, em qualquer lugar, também. Por isto Paulo, falando da extrema corrupção nos últimos tempos, afirmou -"Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos" - II Timóteo 3:1.

Sem dúvida, acreditamos poder afirmar que aquela época prevista por Paulo e que ele denominou de "tempos trabalhosos", não é outra senão os dias que estamos vivendo hoje. "Tempos trabalhosos" ou tempos de dificuldades porque toda terra está envolta em densas trevas - é noite espiritual e NOITE É SÍMBOLO DE DIFICULDADES.

Acreditamos que ninguém, rico ou pobre, sábio ou indouto, governantes e governados, enfim, ninguém, não esteja encontrando algum tipo de dificuldade. Até mesmo os corruptos e corruptores que não encontravam qualquer dificuldade com as leis ou com seus aplicadores para o exercício nefando de seus malignos propósitos, ao que parece, começam a enfrentar dificuldades, embora ainda de forma bastante acanhada, devido a honradez e coragem de alguns de nossos juízes.

Jesus virá "como ladrão, de noite". Não perca de vista esta verdade!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Cinco razões pelas quais Jesus virá como o ladrão - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)

1 - O ladrão vem quando não é esperado.
2 - O ladrão só leva coisas que tenham valor.
3- A ação do ladrão gera prejuízos, lágrimas, tristezas.
4 - Quando o ladrão age, sua ação só é constatada depois.
5 - O ladrão age rapidamente...... COMO AGE O LADRÃO.

01- O LADRÃO VEM QUANDO NÃO É ESPERADO - "Mas considerai isto: se o pai de família soubesse a que vigília da noite havia de vir o ladrão, vigiaria e não deixaria que fosse arrombada a sua casa. Por isso, estai vós apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à hora em que não penseis" - Mateus 24:43-44. Somente o ladrão sabe quando ele vai agir; nós não sabemos. Ele não manda aviso prévio, não marca o dia e nem a hora. Quem não quiser ser surpreendido, tem que vigiar. Por esta razão, escreveu Paulo - "Mas vós, irmãos, já não estais em trevas, para que aquele Dia vos surpreenda como um ladrão... não durmamos, pois, como os demais, mas vigiemos e sejamos sóbrios" - I Tessalonicenses 5:4 e 6.

O Arrebatamento da Igreja - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)

Entendemos ser conveniente antes de falarmos sobre o ARREBATAMENTO DA IGREJA, firmarmos três convicções -

1 - Convicção de que Jesus vem realmente - 
Um dos sinais da Vinda de Jesus, é, exatamente, a incredulidade quanto à mesma, conforme ensinou o Apóstolo Pedro - "Sabendo primeiro isto: que nos últimos dias virão escarnecedores, andando segundo as suas próprias concupiscências e dizendo: onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação" - II Pedro 3:3-4. Nós, porém, precisamos crer que Jesus vem, realmente, porque cremos na Palavra de Deus e ela afirma que Jesus virá. Esta promessa foi feita pelo próprio Jesus, quando, antes de sua morte e de seu retorno ao céu, disse - "E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver, estejais vós também"- João 14:3. Sabemos que ele morreu, ressuscitou e foi, portanto, temos uma firme convicção que ele virá para cumprir a promessa de levar a Sua Igreja para estar, eternamente, com Ele, no céu. Você pode crer nisto?

2- A promessa de Sua Vinda confirmada pelos anjos - 
Quando, logo após sua ascensão ao céu, estando os seus discípulos - "... com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco, os quais lhes disseram: varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir, assim como para o céu o vistes ir" - Atos 1:10-11. É claro que os anjos não sabem quando ele virá, mas sabem que ele virá, pois conhecem sua promessa.

3- Uma promessa confirmada pelos apóstolos -  
a) O testemunho de Pedro - "O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia... Mas nós, segundo a sua promessa aguardamos novos céus e nova terra, em que habita a justiça"- II Pedro 3:9 e 13. b) O testemunho de João - "E agora, filhinhos, permanecei nele; para que quando ele se manifestar, tenhamos confiança e não sejamos confundidos por ele na sua vinda" - I João 2:28. c) O testemunho de Paulo - "Dizemos-vos, pois, isto pela palavra do  Senhor: que nós os que ficarmos vivos para a vinda do Senhor, não precederemos os que dormem. Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor"- I Tessalonicenses 4:15-17. Assim temos que - o Senhor Jesus prometeu que viria; os anjos e os apóstolos creram e proclamaram a promessa de Sua Vinda. Então, eu e você, que pela misericórdia de Deus, cremos em Sua Palavra, precisamos firmar a CONVICÇÃO QUE JESUS VEM, REALMENTE!

A Segunda Vinda de Jesus - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)

Pretendemos desenvolver em pequenas porções um despretensioso estudo básico sobre O ARREBATAMENTO DA IGREJA. Antes, porém, considerando que este assunto está inserido na chamada SEGUNDA VINDA DE JESUS, julgamos necessário entender, primeiro, o contexto geral, para depois enfocarmos o tema específico.

Dizemos SEGUNDA VINDA DE JESUS visto que na PRIMEIRA ele veio à terra como homem, nascido de Maria, em Belém de Judá. Poderíamos citar dezenas de profecias, contidas no Antigo Testamento, que falavam dessa primeira vinda e que, de fato, se cumpriram. Da mesma forma muitas outras profecias existem sobre a sua segunda vinda e elas, certamente, se cumprirão.

COMO SERÁ A SEGUNDA VINDA DE JESUS - ela acontecerá em duas etapas, ou em dois momentos diferentes. O primeiro momento é o que chamamos de ARREBATAMENTO DA IGREJA, e o segundo, de DIA DA REVELAÇÃO DE JESUS EM GLÓRIA - Apocalipse 19:11-21.

Temos observado que muitos crentes têm dificuldade em entender e separar estes dois eventos, fato este que acaba gerando muitas confusões, por isso, 
UMA PALAVRA DE ESCLARECIMENTO: Sobre escatologia, centenas e centenas de escritores, ao longo dos séculos, já escreveram tudo o que se poderia escrever. Acreditamos não haver nenhuma nova revelação a ser feita. Assim, todos nós que militamos na área do ensino bíblico já firmamos a nossa convicção doutrinária e nenhum de nós, em sã consciência, podemos admitir que somos donos da verdade. É esta a maneira que pensamos. Temos nossa convicção firmada, não estamos à procura de novas revelações e sabemos que não vamos mudar nosso pensamento doutrinário, da mesma forma que não queiram ser  mestres nem os obreiros que já militam na área do ensino. Estes, gostaríamos que não perdessem tempo em nos acompanhar porque nada vamos acrescentar ao muito que já possuem. É assim que pensamos!



quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

A Igreja (Majestosa, Gloriosa, Perfeita, Amada) - Jônatas Britto


 “Portanto, lembrai-vos de que vós noutro tempo éreis gentios na carne, e chamados incircuncisão pelos que na carne se chamam circuncisão feita pela mão dos homens; Que naquele tempo estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel, e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança, e sem Deus no mundo. Mas agora em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, Na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos, que consistia em ordenanças, para criar em si mesmo dos dois um novo homem, fazendo a paz, E pela cruz reconciliar ambos com Deus em um corpo, matando com ela as inimizades.
E, vindo, ele evangelizou a paz, a vós que estáveis longe, e aos que estavam perto; Porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos santos, e da família de Deus; Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, de que Jesus Cristo é a principal pedra da esquina; No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor. No qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito”
(Efésios 2. 11-22).

 1. União, através de Cristo, entre Judeus e Gentios para a Glória de Deus;

Temos aqui uma explicação de Paulo sobre a dimensão da separação que havia entre judeus e gentios, pois os primeiros gozavam das promessas e do favor especial de Deus, enquanto os segundos não tinham tais privilégios (v 11 e 12). versículo  11 começa com “Portanto”. Essa palavra liga o trecho seguinte ao trecho anterior em uma progressão lógica, ou seja, Paulo queria que o assunto anterior, a salvação somente pela graça, os fizesse lembrar (v.11) que além de, por graça Deus conceder a oportunidade de arrependimento ao ser humano, estendeu, por graça, tal oportunidade aos gentios. Tudo se trata do puro favor de Deus. Nenhum mérito pode ser entregue a qualquer homem que alcance a salvação.

No versículo  13, Paulo mostra que pelo sangue de Cristo, os gentios, antes separados, foram aproximados. Isso não quer dizer que Jesus derramou seu sangue para ser intermediador entre homens e homens, mesmo que isso de fato ocorra, indiretamente. Mas o processo pelo qual a união ocorre é que, uma vez que através do sangue de Cristo tenho novamente comunhão com Deus, minha vida é unida à dEle, minha vontade é absorvida na soberana vontade dEle, de forma que o plano que desde o início se tinha para mim, começa agora se cumprir em Cristo.

Ora, se duas pessoas estão em plena concordância com a vontade de Deus, seus desejos e pensamento estão também alinhados entre si. É logicamente impossível, então, que não haja uma união em amor entre essas duas pessoas. Dito de outra forma, se A=C e B=C, isso significa que A=B (no que se refere à vontade e senso de justiça). 

Continuando no versículo 13, essa união entre judeus e gentios não se dá no sentido geográfico, mas no sentido espiritual, por que Deus não faz acepção de pessoas (cap 6.9). Deus está agindo no mundo com todos os homens. Seu sacrifício rasgou o véu para que todos, literalmente todos, possam entrar. Glorifiquemos à Deus por isso!

2. O estabelecimento dos pressupostos divinos para a união;

A união entre judeus e gentios não é mera coincidência, tampouco efetuada pela vontade de uma das partes. Antes é operada na própria salvação através de Cristo, porque Cristo é a paz (v 14). A única fonte de desunião entre Deus e homens, e entre homens e homens é o pecado. Se não houvesse pecado, não haveria necessidade de resgate. O homem teria perfeita paz com Deus e com seu próximo,  os mandamentos de Deus seriam, então, cumpridos "naturalmente" (Mt 10.27). Com a obra da salvação sendo consumada (Jo 19.30) o pecado foi finalmente subjugado para sempre em Cristo e todos os que nEle creem têm a vida eterna, isto é, ausência de morte, da separação de Deus e suas consequências. 

Concluindo, a única fonte de verdadeira paz, harmonia e união entre homens é a cruz de Cristo. O que Paulo diz que Cristo é o fundamento da paz entre judeus e gentios. “Jesus destruiu a parede de separação, a barreira de inimizade, que estava no meio” (v 14). Ele venceu a morte, que nada mais  é do que separação. Os paradigmas da desunião contidos na lei, caíram e agora tudo se fez novo. Isso é maravilhoso! Cristo é o que promove a paz entre nós. É o fundamento pelo qual podemos amar o próximo. Aquele que diz que ama a Deus e não ama a seu irmão é mentiroso e inimigo de Cristo. Qualquer separação que haja entre cristãos só pode ocorrer se uma  ou ambas as partes não está vivendo o cristianismo de fato.

3. O edifício de Deus, formado pelos dois povos, cresce e tem como pedra angular, Jesus:

Qualquer edifício que seja construído, só pode crescer e atingir seu objetivo se sua base se o seu alicerce estiver bem firme. Paulo está dizendo nos versículos 20 e 21 que a igreja de Cristo é como um edifício, que tem como pedra angular (alicerce), o próprio Cristo.

Todo edifício é também construído com um objetivo. O propósito da “construção” da igreja é de que ela sirva como morada para o próprio Deus (v 22). Esta igreja não é formada somente por judeus, mas por todos aqueles que crerem no evangelho. O ministério de Paulo era servir como instrumento de Deus para que o mundo conhecesse tal mistério. Oremos para que o Espírito Santo tenha  liberdade para agir em sua igreja. Para que Sua vontade que desde o princípio opera, seja completamente cumprida em nós para a glória de Deus.


O apóstolo define este ensino como o “mistério que me foi manifestado pela revelação” (cap. 3.3). Isso denota a grande importância deste entendimento da graça. Graça que promove união. Graça que promove comoção mútua pelo mesmo privilégio. Graça que traz à Deus aquele que estava longe. Graça que traz ao judeu, o gentio, e ao gentio, o judeu. Graça que traz um ser humano à outro, pois não importa se sou gentio, judeu, alto, baixo, negro, branco, estudado ou analfabeto. Cristo não une somente seres humanos ao pai, mas faz de muitos seres humanos, um só, seu corpo, do qual Ele é a cabeça.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Ló - Um cidadão de Sodoma - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)


Ló, o homem que, aparentemente, foi beneficiado pela contenda, está agora em Sodoma, onde "eram maus os varões" e "grandes pecadores contra o Senhor". No entanto, embora estivesse no lugar errado e fora da direção de Deus, prosperou, tornando-se muito mais rico do que antes já era. Também não teve dificuldades de identificar-se com o povo, de aprender sua língua e sua maneira de viver. Tudo estava dando certo para ele e para sua família até que chegaram os exércitos inimigos para sitiar e destruir a cidade.

Há pequenos detalhes na Bíblia que costumam passar despercebidos, mas que podem servir de ensino e de aviso para nós e aqui temos um deles. Os quatro reis e seus exércitos vieram da Caldeia e Ló era caldeu. Então eram conterrâneos. Ló e sua família não eram de Sodoma. Estavam ali como peregrinos e forasteiros. Assim, não sendo de Sodoma e sendo caldeus, deveriam ter recebido proteção daqueles reis e de seus exércitos e nunca ter sido aprisionados e tratados como se fossem naturais de Sodoma. No entanto, Ló e sua família sofreram o mesmo dano: perderam todos os seus bens e foram levados como escravos, sem qualquer consideração.

Isto nos leva a pensar que os reis invasores não acreditaram que Ló e sua família fossem caldeus. Eles estavam tão entrosados com o modo de viver, com os costumes e a língua dos habitantes de Sodoma, vestiam e andavam como eles, eram tão iguais que não dava para acreditar que eles fossem caldeus. Assim - "Também tomaram a Ló ... e a sua fazenda e foram-se" - Gênesis 14:12.


SODOMA, HOJE, SIMBOLIZA O MUNDO. Se nós, os crentes, vivermos como vive o mundo, então ninguém vai acreditar que não somos do mundo. O inimigo poderá zombar de nós e de nossa fé e nos tratar sem qualquer respeito, tal como fizeram com Ló e sua família. PENSE NISTO!!!

"Uma Tábua revestida com OURO" - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA – Casa do Saber)


O Tabernáculo construído por Moisés, no deserto, era um símbolo da Igreja hoje formada por mim e por você, ou seja, por todos os salvos na Pessoa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ele foi construído com tábuas extraídas da acácia, uma árvore natural do deserto, com muitos galhos, "casca grossa", espinhos e nós. Uma madeira difícil de ser trabalhada. Cortada, era levada e entregue a Bezaliel, uma figura representativa do Espírito Santo. Este, com uma equipe por ele preparada, trabalhava a madeira e dela extraía as tábuas, as quais depois de bem lixadas, eram revestidas com ouro - "E cobrirás de ouro as tábuas..." - Êxodo 26:29.

TÁBUAS REVESTIDAS DE OURO - As tábuas são formadas pela terra e a terra representa nossa natureza carnal ou material; o ouro representa a glória de Deus. Portanto, embora salvos, temos duas naturezas: uma material, que nos liga com as coisas da terra; outra, espiritual que nos faz participantes das coisas espirituais. Se "perdermos" o ouro, somos apenas "terra", ou seja, nada, um homem comum como os demais.

ABRAÃO - Um homem de bom senso - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA -Casa do Saber)



Um homem de bom senso põe fim à contenda - "E disse Abraão a Ló: ora, não haja contenda entre mim e ti ... porque irmãos somos" - Gênesis 13:8.

Há um provérbio que diz: quando um não quer, dois não brigam. Um homem de bom senso, é um homem de paz. Para acabar com a contenda, Abraão propôs solução e não reivindicou direitos. Ele era o mais velho, mais forte e era o líder. Poderia ter usado seu poder e sua autoridade e exigido que Ló se separasse dele levando seu rebanho na direção que ele indicasse a fim de acabar com aquela contenda. Muitos gostam de usar de autoridade mostrando força. Porém, soluções impostas pela força não acabam com as contendas. Não resolvem os problemas, apenas os abafa! Eles permanecem como um vulcão aparentemente extinto, mas que a qualquer momento poderá entrar em erupção expelindo suas larvas candentes e queimando muita gente.

Para que haja uma solução definitiva, não havendo acordo, é necessário que haja concessões. Caso as duas partes não cedam, uma tem que ceder. Abrão tomou a iniciativa de ceder, ficando no prejuízo, se necessário. Abriu mão de seus direitos e de suas razões, negou-se a si mesmo. Não apresentou propostas de soluções - apresentou soluções. Não fez uso da força do direito e nem do direito da força, deixando que Ló fizesse a escolha que lhe parecesse mais conveniente. E Ló fez! E a contenda terminou!

Muitos problemas entre casais, entre famílias, entre o povo de Deus, continuam sem solução porque não seguimos o exemplo de Abraão e nem os ensinos de Jesus, o qual disse - "Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo..." - Lucas 9:23. PENSE NISTO!


CONTENDA - Um mal que precisa ser evitado no meio do povo de Deus - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA - Casa do Saber)



"E ao servo do Senhor não convém contender..." - II Timóteo 2:24. Você é um servo ou serva do Senhor?

Contenda, dentre outras coisas, é litígio, demanda, disputa, guerra. A Palavra de Deus diz - "O que ama a contenda ama a transgressão..." - Provérbio 17:19. Segundo ensinou o Senhor Jesus, os seus discípulos devem ser instrumentos para a solução de contendas e não contendedores, pois disse - "Bem-aventurados os pacificadores, porque eles serão chamados filhos de Deus" - Mateus 5:9. O Apóstolo Paulo considerou a contenda como sendo obra da carne - "Porque ainda sois carnais, pois, havendo entre vós inveja, contendas e dissenções, não sois, porventura, carnais e não andais segundo os homens? " - I Coríntios 3:3.


A contenda tem sido um instrumento de Satanás para dividir igrejas, dividir ministérios, dividir casais, dividir famílias, dividir irmãos. Salomão afirmou que - "Sem lenha, o fogo se apagará; e não havendo maldizente, cessará a contenda" - Provérbios 26:20. Isto significa que enquanto uma das partes não ceder, a contenda continuará, sendo que, no fim, haverá dois perdedores. Ninguém poderá ganhar com uma contenda! A Palavra de Deus diz que - "O irmão ofendido é mais difícil de conquistar do que uma cidade forte; e as contendas são como ferrolhos de um palácio" - Provérbios 18:19. Creia nisto!!!

MURMURAÇÃO.- Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA - Casa do Saber)


Vamos falar sobre a murmuração, depois falaremos sobre a incredulidade.

"Fazei todas as coisas sem murmurações..." - Filipenses 2:14.

São como duas irmãs gêmeas. São terríveis e inseparáveis. Não sabemos se o homem murmura por ser incrédulo ou se ele torna-se incrédulo porque murmura. Diríamos que todo o pecado é uma ofensa à santidade de Deus, porém, a murmuração e a incredulidade significam mais que uma ofensa, elas agridem a própria honra de Deus.

Murmuração significa discordar de Deus. É o mesmo que afirmar que ele está fazendo alguma coisa de forma errada. Que nós faríamos certo, fazendo de forma diferente. É o mesmo que colocar a capacidade de Deus em dúvida, negando Sua onisciência, negar que ele seja Deus, portanto.

A Palavra de Deus nos adverte contra a murmuração e leva-nos a aceitar Sua vontade, mesmo que não possamos entendê-la. Não entender é uma coisa; não aceitar é outra coisa. Não entender é ignorância; não aceitar é rebelião, e "... a rebelião é como o pecado de feitiçaria" - I Samuel 15:23.

Miriã era "crente", era fiel, era profetisa, mas por causa do pecado da murmuração, ficou leprosa e "... esteve fechada fora do arraial sete dias..." - Números 12:14.


Portanto, façamos um favor a nós mesmos, fazendo "... todas as coisas sem murmurações...".

INCREDULIDADE - A Mãe de todos os Pecados - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA -Casa do Saber)

"Porque a Escritura diz: todo aquele que nele crer não será confundido" - Romanos 10:11.

Incredulidade é a qualidade daquele que não crê, e, aquele que não crê é chamado de incrédulo. Foi por causa da incredulidade que todos os israelitas que saíram do Egito, com mais de 20 anos, com exceção de Josué e Calebe, foram impedidos de entrar na terra prometida, ou em Canaã. No concerto que Deus fez com Abraão, ele não disse que daria a terra, mas disse "... à tua semente tenho dado esta terra..." Gênesis l5:18. Portanto, a terra já era deles por concessão do próprio Deus, o criador e Senhor de toda terra.

Enviar espias para ver a terra não era o propósito de Deus e Moisés sabia disto, pois o Senhor já lhe havia falado sobre todos os habitantes que ocupavam a terra, Êxodo 3:8. O que o povo, incluindo Moisés, precisava era crer naquilo que Deus já havia falado e , pela fé, entrar na terra. Ao povo não importava as fortalezas que pudessem existir na terra ou se os povos que ali habitavam eram fortes ou fracos. Deus, conforme prometera a Abraão, lhe daria a posse da terra, a qual já lhe pertencia. Mas, por incredulidade achou que precisava ver a terra e conhecer seus habitantes. Portanto, embora não fosse essa a vontade de Deus, Ele permitiu a ida dos espias. Na vontade permissiva de Deus, os riscos correm por conta e responsabilidade do homem. Deu tudo errado! A incredulidade levou o povo ao pecado da murmuração e daí à sentença prolatada por Deus - "Porém, quanto a vós, o vosso cadáver cairá neste deserto... levareis sobre vós as vossas iniquidades quarenta anos e conhecereis o meu afastamento" - Números 14:32-34.

Incredulidade e fé são duas forças antagônicas, ou contrárias; uma anula a outra. Ninguém pode, ao mesmo tempo, ser incrédulo e "batalhar pela fé". A incredulidade leva o homem a duvidar de Deus e de sua Palavra. A fé afirma que Deus tudo pode. Assim, se você tem promessas de Deus, não deixe que a incredulidade prejudique sua fé, impedindo o cumprimento delas. Receba como sendo para você o que Jesus disse a Tomé - "... não sejas incrédulo, mas crente" - João 20:27.

A difícil missão do profeta Ezequiel - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA - Casa do Saber )

Sabendo Deus que o povo não iria dar ouvido à sua Palavra, ordenou a Ezequiel, dizendo - "... tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir..." - Ezequiel 2:7. Assim sabemos que a missão do homem de Deus é falar a Palavra, porque Deus disse através do Profeta Isaías que "... a palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia..." - Isaías 55:11. Vamos entender o porque a Palavra não voltará vazia, considerando que um dos seus símbolos é a espada, segundo escreveu o Apóstolo Paulo - "Tomai também o capacete da salvação e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus" - Efésios 6:17.

Também o Apóstolo João, simbolicamente, viu a mesma Palavra como "... uma aguda espada de dois fios..." Apocalipse 1:16. Assim é que, tendo dois fios, a espada corta dos dois lados. Por ela, o homem será salvo, mas, também por ela, ele será condenado. Foi, pois, por esta razão que o Senhor Jesus disse aos seus discípulos - "... Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer ... será salvo; mas quem não crer será condenado" - Marcos 16:15-16. A espada tem dois gumes: "cortando" de um lado, ela salva; "cortando" do outro, ela condena. Assim, para Deus "ela não voltará" vazia, porque pela mesma Palavra o homem será salvo, caso creia nela, porém, será condenado caso a rejeite.

Portanto, ao Profeta Ezequiel Deus ordenou, dizendo - "Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir".
Esta mesma verdade é válida também para hoje. Nossa missão é falar a Palavra de Deus, a responsabilidade, quanto à salvação ou à condenação será daquele que a ouvir. Não deixe, pois, de falar a Palavra de Deus "... a tempo e fora de tempo..." - II Timóteo 4:2.

Ver para Crer ou Crer para Ver? - Dr. Antonio Sebastião (Diretor da FATESA - Casa do Saber




O INCRÉDULO PRECISA VER PARA CRER - "... Mestre, quiséramos ver da tua parte algum sinal" - Mateus 12:38. Os judeus precisavam ver para crer - "Porque os judeus pedem sinal..." I Coríntios 1:22. Até mesmo um dos apóstolos declarou precisar ver para crer - "...se eu não vir o sinal dos cravos em sua mão ... de maneira nenhuma o crerei" - João 20:25.

O CRENTE CRÊ PARA VER - Foi o que o Senhor Jesus disse à Marta - "... Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?" - João 11:40.

Abraão creu para ver.... e viu! Em Ur, na Caldeia, onde ele vivia antes de sua chamada, o Senhor lhe disse: "... Sai-te da tua terra...para a terra que eu te mostrarei" - Gênesis 12:1. Abraão creu e obedeceu - "...e saiu, sem saber para onde ia" - Hebreus 11:8. A verdadeira fé primeiramente obedece a Deus e depois aguarda o cumprimento de suas promessas. Abraão chegou em Canaã e viu a terra. Então recebeu uma promessa maior - "E apareceu o Senhor a Abraão, e disse: à tua semente darei esta terra...". Isto nos ensina que, na medida em o homem, pela fé, vai crescendo na obediência à Palavra de Deus, então vai recebendo promessas maiores e mais concretas. Porém, aquele que não sai de Ur, na Caldeia, não vê a terra. Quem não vê, não recebe a promessa de possuí-la. Abraão creu para ver.... e viu!

CRER PARA VER OU VER PARA CRER? - Lembre que o Senhor Jesus deixou bem claro que para ver é necessário primeiramente crer? Então, somente o crente poderá ver a glória de Deus, porque o incrédulo quer ver para crer, mas o crente crê para ver. PENSE NISTO!


quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Ló fez sua escolha - Abraão deixou que Deus escolhesse para ele - Antonio Sebastião (diretor da FATESA - Casa do Saber)


"E levantou Ló os seus olhos e viu toda a campina do Jordão, que era regada ... Então, Ló escolheu para si toda a campina do Jordão ... e armou suas tendas até Sodoma" - Gênesis 13:10-12.

Levantou seus olhos ... viu, escolheu ... e foi! Não há qualquer menção de ter consultado a Deus antes de fazer sua escolha. Não há qualquer menção de altar sendo erguido no caminho de Ló. Ele agiu como um homem natural. Decidiu pela sua própria vontade, escolheu pelo que viram seus olhos carnais. Deixou Deus como mero espectador. Certamente que se ele tivesse consultado a Deus antes de fazer sua escolha, Deus não permitiria que ele fosse para Sodoma, porque lá seria sua ruína, como, de fato, foi!

Uma decisão errada pode comprometer não apenas a vida material como também a vida espiritual de um homem e de sua família. Isto aconteceu com Ló!

Abraão deixou Deus escolher para ele - "E disse o Senhor a Abraão, depois que Ló se apartou dele: levanta agora, os teus olhos e olha desde o lugar onde estás ... porque toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre ... e edificou ali um altar ao Senhor" - Gênesis 13:14-15. Deu tudo certo para Abraão ele tornou-se o nosso "Pai na fé". Ló levantou seus olhos e escolheu! Abraão levantou seus olhos para ver o que Deus havia escolhido para ele!

Não cometa o erro de Ló. Deixa Deus escolher por você, porque Ele sempre sabe o que é melhor para os seus filhos. PENSE NISTO!

Quando a Palavra e a Vontade de Deus contrariam nossos interesses pessoais - Dr. Antonio Sebastião (diretor da FATESA - Casa do Saber)



"Então, disse Deus a Balaão: não irás com eles, nem amaldiçoarás a este povo, porquanto bendito é"- Números 22:12.

Esta foi a Palavra que Balaão ouviu de Deus. Não havia qualquer motivo para consultá-lo outra vez sobre aquele mesmo assunto. Porém, Balaão recebeu uma proposta bem maior e não queria perder o ouro, a prata e as honrarias que o rei Balaque lhe estava oferecendo. Satanás o atacava através da concupiscência dos olhos e da soberba da vida. A Palavra de Deus contrariava os interesses do Profeta. Assim, em lugar de despedir os príncipes enviados por Balaque, ele procurou uma solução que pudesse harmonizar e satisfazer, ao mesmo tempo, a vontade de Deus, sem prejuizo da sua. Deu tudo errado para ele e pagou seu erro com a propria vida - "... também a Balaão, filho de Beor, mataram à espada" - Números 31:8. 

Ajustar a Palavra de Deus aos nossos interesses e tentar fazer com que a vontade de Deus se ajuste à nossa vontade, este é o caminho de Balaão pelo qual muitos ainda estão entrando! Não cometa este erro!

Passando pelas "Águas" e pelo"Fogo" - Dr. Antonio Sebastião (diretor da FATESA - Casa do Saber)



"Quando passares pelas águas, estarei contigo, e, quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti"- Isaías 43:2. Esta é uma das minhas passagens bíblicas de "cabeceira". Não há nenhuma promessa de que não passaremos pelas "águas" e pelo "fogo". Não está dito que não passarás, mas, está dito - "Quando passares". Fala, portanto, da possibilidade de termos que passar. 

"Águas", biblicamente, simbolizam lutas, dificuldades, conforme podemos entender das declarações feitas por Davi - "Enviou desde o alto e me tomou; tirou-me das muitas águas" - Salmo 18:16. Ainda -"Livra-me, ó Deus, pois as águas entraram até à minha alma... entrei nas profundezas das águas, onde as correntes me leva" - Salmo 69:1-2. Ele está falando de suas lutas e dificuldades!

"Fogo" fala de aflições, tribulações, provações. Os três jovens hebreus provaram sua fé numa fornalha de fogo. É no "fogo" que o "ouro" é provado! Não há nenhuma promessa de que não passaremos pelas "águas" e pelo "fogo", mas, há uma promessa de que "quando" passarmos, Ele, o Deus de Israel, estará conosco. Assim, se você estiver passando, ou se vier a passar, saiba que você não estará sozinho. Descanse nesta promessa!

E o povo acreditou que a "Festa" era para o Senhor! - Dr. Antonio Sebastião (diretor da FATESA - Casa do Saber)


E, no dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas ..." - Êxodo 3:5. Parecia uma bênção! Um povo esforçado e dedicado ao trabalho do Senhor. Talvez um dissesse ao outro: o "bezerro" é só um detalhe. Mas, não era! Tudo aquilo era uma abominação ao Deus de Israel. Arão sabia disto, porém, omitiu-se. A omissão também é pecado.

Qualquer culto realizado em desobediência à Palavra de Deus, será ao "bezerro" e nunca ao Cordeiro de Deus.

"...e o povo assentou-se a comer e a beber". A "carne" subiu no altar. "... e depois, levantaram-se a folgar", ou divertir-se. A "carne", exigiu incenso, muito incenso! Muita alegria carnal, muito barulho, ouvido por Josué e Moisés, que desciam do Monte - Êxodo 32:17-18.

É quase incrível, mas é verdade. Uma liderança, por ignorância, ou por má fé, pode levar o povo ao engano. Aconteceu no passado, e parece estar acontecendo em nossos dias! Multidões, pensando estar servindo ao Senhor, estão, na verdade, servindo aos interesses de homens sem o temor de Deus. O povo está sendo levado ao materialismo. Não se fala na vinda de Jesus, do céu, da necessidade de santificação, de oração, consagração, estudo da Palavra de Deus. Só se fala na aquisição de bens terrenos, de coisas materiais e temporais, de glórias humanas. Hoje, não é mais o "bezerro", mas é o dinheiro, quando não é o próprio homem que está no "altar". 

Mas, naquela "festa" Deus não estava, e tudo terminou muito mal. DEUS NÃO SE DEIXA ENGANAR! CREIA NISTO!

O Bezerro de Ouro no Altar - Dr. Antonio Sebastião (diretor da Fatesa - Casa do Saber)


Leia Êxodo 32:1-6

"Levanta-te, faze-nos deuses...". Quando o povo ordena que o líder faça a sua vontade... 

Arão conhecia a Palavra de Deus, a qual dizia - "Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura... "- Êxodo 20:23. Mas, Arão entendeu ser mais conveniente atender à vontade pecaminosa e ao desejo carnal do povo. E Arão fez um "bezerro de ouro", uma réplica do "deus" egípcio, Apis, adorado na figura de um boi.

O Egito, conforme sabemos, é um símbolo do mundo. Sair do Egito é possível, mas tirá-lo do coração é difícil! Arão, o grande homem de Deus, teve seu momento de fraqueza, temeu o povo! Quebrou o mandamento dado pelo Senhor!  Arão edificou um altar ao bezerro, mas procurou abafar sua consciência, apregoando que - ...“Amanhã será festa ao Senhor". Era o "bezerro" que estaria no altar, porém, ele disse que a festa seria ao Senhor. Arão, como homem de Deus, sabia que a "festa" ou que o nosso culto é prestado àquele que está no altar - e, quem estaria no altar era o "bezerro". Então o culto seria prestado ao "bezerro"! Com jogo de palavras não podemos mudar a verdade bíblica. 

Hoje, em muitas igrejas evangélicas, homens bem intencionados, mas por não conhecerem a Palavra de Deus, e também homens mal intencionados, que embora conhecendo a Palavra de Deus, por covardia espiritual, ou por interesses próprios, estão se curvando diante dos desejos pecaminosos e carnais do povo, que, embora querendo servir a Deus, insistem em não tirar o "Egito" do coração. Ninguém estará prestando culto ao Senhor se quem estiver no altar do seu coração for o "bezerro". O culto ou a adoração será prestado a quem estiver no coração, ou no altar. Creia nisto! Estando o homem, ou o líder, no altar, a adoração ou o culto estará sendo dirigido a ele; estando a "carne" no altar, o culto será à carne; estando o "eu" no altar, o culto será ao "eu"; estando o dinheiro no altar, o culto será ao "dinheiro"; estando o "mundo" no altar, o culto será ao "mundo". Com jogo de palavras não podemos mudar a verdade bíblica, conforme quis fazer Arão. O nosso culto ou a nossa adoração somente será ao Senhor nosso Deus, se Ele estiver entronizado no nosso coração, em sentido individual, ou se for Ele quem estiver colocado no altar da "igreja" na qual nós o adoramos. Com o "bezerro" no altar, não adianta dizer que a "festa" será ao Senhor! CREIA NISTO!



terça-feira, 26 de novembro de 2013

As Tábuas do Tabernáculo - Dr. Antonio Sebastião (diretor da Fatesa - Casa do Saber)

Leia Êxodo 26:15-30.

O Tabernáculo é um símbolo da Igreja e as tábuas representam os crentes salvos que fazem parte de sua edificação. Cada tábua tinha encaixes, tipo "macho e fêmea", de modo que uma tábua era encaixada na outra, sem possibilidade de deixar brecha entre elas. Eram unidas, portanto, sem cola e sem pregos, formando no seu todo uma única peça tal como é a Igreja. As tábuas eram extraídas de uma árvore chamada acácia, própria do deserto. Uma árvore sem beleza, cheia de galhos, espinhos e nós. Madeira péssima para se trabalhar com ela. Era, porém, muito resistente. A madeira representa a parte humana do crente. A acácia era cortada no deserto, uma figura do mundo, hoje. Entregue a Bezaliel, um tipo do Espírito Santo. Em suas mãos a madeira era entregue no seu estado bruto, torta, suja, com uma casca grossa, com espinhos e cheia de nós. Após ser trabalhada pelo artista, era cortada em tábuas. Estas, agora, passavam por um processo de preparação mais delicado. Eram aplanadas, lixadas, polidas. Em seguida recebiam um revestimento de ouro.

Nós éramos madeira do deserto, sem qualquer beleza! Porém, fomos cortados pela "Espada do Espírito", que é a Palavra de Deus - Efésios 6:17, trazidos para a Casa de Deus, trabalhados pelo Espírito Santo que nos fez tábuas revestidas de ouro. O ouro representa a natureza espiritual do homem, enquanto a madeira simboliza sua natureza material oriunda da terra. As bases dessas tábuas eram de prata e a prata simboliza a redenção em Cristo. Ao ser colocada no Tabernáculo, a madeira ficava apoiada sobre a prata, a qual fazia a separação da terra. Isto nos diz que estamos separados do mundo pela redenção, e que estamos no mundo, mas que não somos do mundo. Tábuas revestidas com ouro, símbolo da glória de Deus, não pode permanecer mais no mundo. PENSE NISTO!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Levar para o Deserto pode ser Necessário! - Dr. Antonio Sebastião (diretor da Fatesa - Casa do Saber)


Deus sempre quis e quer falar com seus filhos. Seu desejo é o de falar-lhes em seu "jardim", mas, por culpa do homem, isto nem sempre é possível, então, Deus precisa leva-los para o "deserto". Aconteceu com Israel no tempo do Profeta Oseias. Envolto com a idolatria e outros pecados, a nação de Israel não tinha tempo para ouvir Deus falar, daí Deus teve que mudar sua estratégia - "... eis que eu a atrairei, e a levarei para o deserto, e lhe falarei ao coração" - Oseias 2:14. Levar para o "deserto" pode ser necessário! Deus fez isto com JACÓ. Ele tinha um plano na vida de Jacó. Porém, seus pais eram ricos e ele gozava da proteção de sua mãe. Deus queria falar com ele, trabalhar em sua vida, mas Jacó não sentia necessidade de estar a sós com Deus. Então Deus o levou para o "deserto" onde ele permaneceu durante vinte anos. Vinte anos de "deserto" muda nossos pensamentos, nossos conceitos, nossos ideais. Quando ele saiu de sua casa, ele era Jacó, o enganador; quando retornou ele era Israel - o homem que Deus usou para ser o pai de uma nação. Ouvir Deus falar em seu "jardim" ou ouvi-lo no "deserto", é uma escolha do homem! Pense nisto"

A Religião da Hipocrisia - Dr. Antonio Sebastião (diretor da Fatesa - Casa do Saber)

 Leia Isaías 1:11 a 15.

Pequeno trecho da Lição 02 - Texto VI do Livro PROFETAS MAIORES que está sendo ministrado no Curso Básico de Teologia FATESA.

"De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios, diz o Senhor? ...Quando virdes para comparecerdes perante mim, quem requereu isso de vossas mãos ...?"
Tal como hoje, até parece que o povo era ensinado a "comprar Deus" através da prestação de um culto formal, com muitos sacrifícios e com muitas contribuições financeiras. O povo queria viver à sua maneira, sem santificação, mas com aparência de santidade. Diante de tanta hipocrisia, o Senhor afirma - "Pelo que, quando estendeis as mãos , escondo de vós os olhos; sim, quando multiplicais as vossas orações, não as ouço, porque vossas mãos estão cheias de sangue".
O importante para Deus não é a forma, mas a sinceridade de nosso culto. O importante não é a aparência de piedade, mas a santidade em nossa maneira de viver. O importante não é o quanto ofertamos, mas como ofertamos. Na verdade, antes da oferta, o que Deus quer é o ofertante com sua vida colocada no altar, conforme afirmou Paulo - "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional" - Romanos 12:1. PENSE NISSO!


O que nos revela e nos Ensina a Presença de Deus! - Dr. Antonio Sebastião (diretor da Fatesa - Casa do Saber)

Pequeno trecho extraído do livro OS PROFETAS MAIORES, do Curso Básico de Teologia FATESA, página 31.

Revela o nada que nós somos - Isaías era um jovem culto, de família nobre, bonito e rico. Pensava ser muito importante! Porém, diante da Majestade Divina, sentiu sua nulidade e exclamou - "...ai de mim que vou perecendo". Era isto que ele era apenas uma frágil criatura. Longe de Deus o homem sente-se importante, forte, sábio, porém, a presença de Deus em nossa vida muda nosso auto julgamento.

Revela que somos apenas pecadores - Até o capítulo 5 de seu livro, Isaías somente via o pecado dos outros e, com o dedo em riste, proclamava seus "ais", ou condenação, a todos e em todas as direções. Porém, na presença de Deus, ele viu a si próprio, e exclamou - "... ai de mim". Sentiu sua miséria, seu pecado e a nulidade de sua vida! Longe de Deus tudo parece normal! São os outros que não prestam; nós, porém, somos bons, perfeitos, santos. Todavia, na presença de Deus nós nos descobrimos e nos vemos como na verdade somos. Isaías, então declarou - "... sou um homem de lábios impuros."
Assim, meu irmão, se você não consegue ver os seus próprios defeitos, porém, vê erros na vida de todos que estão ao seu redor, talvez você necessite ter um encontro real e pessoal com Deus. PENSE NISSO!!!


Não basta estar na rede - É Preciso ser um PEIXE BOM!!! - Dr. Antonio Sebastião (diretor da FATESA - Casa do Saber)

A Parábola da Rede encontra-se em Mateus l3:47-50. Ela está comentada no livro As Parábolas de Jesus, Curso Médio - FATESA. Aqui queremos apenas extrair dela uma verdade prática para nossa vida espiritual. Na Bíblia, mar representa povos, nações, gentes em agitação, sem paz - Isaías 57:2O-21. A Rede que foi lançada representa o Evangelho o qual pegou uma grande quantidade de peixes, dividindo os peixes do mar em duas partes: os que estão fora da rede e os que estão dentro dela. Os que estão fora não têm qualquer compromisso com o Evangelho de Cristo. Os que estão dentro são aqueles que se dizem cristãos, ou, mais propriamente, evangélicos. Como os peixes que estão na rede estão classificados em duas categorias, ou seja, "peixes bons" e "peixes ruins", isto leva-nos à dedução de que existem duas espécies de evangélicos - os salvos, representados pelos "peixes bons" e os não salvos representados pelos "peixes ruins", porque a "religião evangélica", tal como as demais, não salva ninguém. Os salvos são os que, na verdade, não são apenas membros de uma igreja, mas que passaram pelo processo do novo nascimento ou regeneração. Segundo afirmou Jesus, a separação só será feita quando a rede for puxada - "... para a praia e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém lançam fora". Isto fala do arrebatamento da Igreja!

Você está na Rede? Que tipo de "peixe" você é? Lembre-se que - NÃO BASTA ESTAR NA REDE - É PRECISO SER UM "PEIXE BOM" - PENSE NISTO!!!

domingo, 22 de setembro de 2013

sábado, 21 de setembro de 2013

domingo, 1 de setembro de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

sábado, 3 de agosto de 2013

segunda-feira, 29 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

quarta-feira, 12 de junho de 2013

O Movimento Continua - Max Lucado


A crença do filósofo francês Voltaire: A Bíblia e o cristianismo acabariam em cem anos. Ele morreu em 1778;
O Movimento continua.

O pronunciamento de Friedrich Nietzche em 1882: “Deus está morto”. O Alvorecer da ciência, acreditava ele, seria o ocaso da fé. A ciência alvoreceu;
O Movimento continua.

Como um dicionário comunista definiu a Bíblia: “É uma coleção de lendas fantásticas sem nenhum apoio científico.” O comunismo está desaparecendo;
O Movimento continua.

É A DESCOBERTA de todos que tentaram sepultar a fé. A mesma dos que tentaram sepultar seu fundador: Ele não ficou na tumba.

Os fatos: o movimento nunca foi tão forte. Cerca de um bilhão de católicos e quase o mesmo número de protestantes.

A pergunta: como se explica isso? Jesus foi um camponês de um lugar atrasado qualquer. Nunca escreveu um livro, nunca teve uma posição importante. Nunca se afastou mais de trezentos quilômetros de sua cidade natal. Antes de sua morte, as pessoas não puderam resistir-lhe. O que provocou a mudança?

A resposta: sua morte e ressurreição. Pois quando Ele morreu, o mesmo aconteceu com o pecado que você tem em sua vida. Quando ressuscitou, o mesmo aconteceu com a esperança. Pois, quando Ele ressuscitou, a sepultura onde você será enterrado deixou de ser uma residência definitiva para transformar-se numa habitação temporária.

A razão de ter feito isso: a face que você vê quando olha para o espelho.

O veredicto após dois milênios: Herodes estava certo; só há lugar para um Rei.  
Lucado, Max


Seu Nome é Jesus/ Max Lucado; (traduzido por Emirson Justino) 
São Paulo: Mundo Cristão, 2010

sexta-feira, 17 de maio de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Idolatria - Ariovaldo Nuvolari (Aluno da FATESA - Casa do Saber)


O crente em geral, mas especialmente aquele que se preocupa em estudar a bíblia, aprende logo que Deus abomina a idolatria. Porém, até mesmo entre os crentes, e principalmente entre a maioria dos católicos sinceros, muitos não sabem exatamente o que é  idolatria.

Este texto, extraído do livro HERESIOLOGIA – Lição 4 – da FATESA (Faculdade de Teologia de Santo André), tem por objetivo discutir o assunto. Não temos a pretensão de induzir ninguém a mudar de religião, mas apenas estabelecer a verdade, com base nos textos bíblicos, pois o próprio Jesus nos disse, no Evangelho de João 8.32: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará..." Alguns podem dizer: mas de que eu preciso ser liberto? A resposta é que a verdade libertará você “da ira futura de Deus, contra os filhos da desobediência” (Colossenses 3.6).


O vocábulo “idolatria” tem origem no grego, onde “eidolon” é ídolo e “latreuein” é adorar. Assim, em sentido estrito, idolatria significa adoração a ídolos ou imagens. No entanto, em sentido lato, pode significar qualquer coisa que venha ocupar o lugar de Deus em nossos corações ou em nossas vidas. É neste sentido que o apóstolo João, escrevendo à igreja que já tinha mais de sessenta anos de vivência cristã, afirmou: ..."Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém !” (I Epístola de João 5.21).
O apóstolo João não está aqui se referindo à adoração de imagens, mas, a qualquer coisa, incluindo pessoas, que pudessem vir a ocupar o lugar de Deus nos corações dos Filhos de Deus.

Do ponto de vista bíblico ou doutrinário a idolatria não é apenas uma heresia, mas, talvez, a mais detestável de todas elas. Ao formar a nação de Israel, Deus teve o cuidado de incluir a sua proibição na Lei de Moisés, declarando-a com todas as letras: “ Não terás outros deuses diante de mim”. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20.3 a 5).

O que a Bíblia diz sobre a idolatria

1. Diz que ela é abominável ao Senhor... Abominar é detestar, repelir com horror, aborrecer, odiar.
“As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois abominação são ao Senhor, teu Deus"(Deuteronômio 7.25).

2. Diz que ela aborrece ao Senhor ...
“Nem levantarás estátua, a qual o Senhor, teu Deus, aborrece” (Deuteronômio 16.22).

3. Diz que ela é coisa vã e tola...
“Têm boca, mas não falam; têm olhos mas não vêem; tem ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos mas não apalpam; têm pés, mas não andam, nem som algum sai da sua garganta” (Salmos 115.5 a 7).

4. Diz que ela é inútil, ou seja, não tem nenhum valor...
“A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes ? Gastam o ouro da bolsa e pesam a prata nas balanças; assalariam os ourives, e ele faz um deus, e diante se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, o levam e o põem no seu lugar; ali está, do seu lugar não se move; e, se recorrerem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra ninguém da sua tribulação” (Isaías 46.5 a 7).

5. Diz que ela nãoa tem nenhum sentido, ou seja, é irracional...
“Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens” (Atos 17.29).
“ E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1.23).

6. Diz que ela é contaminadora...
“Então lhes disse: Cada um lance de si as abominações dos seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ezequiel 20.7).
“Derramei pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra e dos seus ídolos com que a contaminaram” (Ezequiel 36.18).

O que a Bíblia diz sobre os ídolos

Dentre outras coisas, ela diz que:

1. São deuses estranhos...
“ Então disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gênesis 35.2).

2. São deuses de fundição...
“ Não farás para ti deuses de fundição” (Êxodo 34.17).

3. São como nada...
“ Assim que, quanto a comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus, senão um só” (I Coríntios 8.4).

Sobre a idolatria no Novo Testamento

Qualquer organização religiosa que tiver vínculo com a idolatria, à luz do Novo Testamento, certamente também será considerada uma seita herética. Pode-se perceber que, na igreja primitiva, idolatria era coisa abominável. O Senhor Jesus afirmou (em Mateus 4.10):
“Então, disse-lhe Jesus: Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás”.

Jesus também deixou claro que a verdadeira adoração não necessita da imagem visual, quando no evangelho de João 4.23 e 24, afirmou: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

Também o apóstolo Paulo listou a idolatria como obra da carne e no mesmo grau de perniciosidade que a feitiçaria, quando registrou em sua Epístola aos Gálatas 5.19 e 20:
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias”.
O mesmo Paulo deixou claro que os idólatras não herderão o Reino de Deus, em I Coríntios 6.10: “ Não erreis, nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”.

O apóstolo João, no livro de Apocalipse 21.8,  foi ainda mais contundente ao afirmar que o destino dos idólatras será o lago de fogo:
“Mas, quando aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte”.

Em toda a Bíblia, todo e qualquer tipo de idolatria é radicalmente rejeitado e condenado. Deus proibiu ao seu povo a confecção e o culto às imagens ou estátuas, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, de madeira, ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam que a divindade se fazia presente por meio dessa prática.
Como já se viu, no Velho Testamento, o nosso Deus, Todo Poderoso, ensinou ao seu povo a não cultuar imagens de qualquer natureza. No Novo Testamento não deixou por menos. Assim, por tudo que até aqui foi visto, pode-se resumir o assunto, numa única verdade, aquela que está registrada no livro de Êxodo 20.3: “Não terás outros deuses diante de mim”.
Quando se tenta esclarecer ou falar desse assunto, com o católico sincero, a maioria afirma que nunca havia ouvido falar disso e alguns, mais praticantes ou esclarecidos na doutrina católica, refutam dizendo que as imagens não são deuses ! Que elas não são adoradas, são, apenas, veneradas.

Será que existe diferença entre veneração e adoração?

A diferença entre essas duas palavras é uma pergunta difícil de responder. Os lexicógrafos não fazem diferença. No dicionário Aurélio adorar e venerar são palavras sinônimas. Veneração tem o sentido de render culto. Para o dicionário Houaiss, da mesma forma, adorar é sinônimo de venerar. Lá diz que veneração é respeito inspirado pela dignidade, talento, poder. Mas é também, render culto, adorar.
Na verdade, quando alguém inventa uma mentira, fatalmente terá de inventar outras para dar sustentação à mentira inicial. Assim, quer os dirigentes da Igreja Católica Romana (ICR) queiram ou não admitir, a expressão venerar foi tomada emprestada da cultura religiosa pagã, ou melhor, da idolatria. O termo venerar tem sua origem na expressão grega “venerem”, cujo sentido é “honrar a Vênus”. Honra essa que depois foi aplicada a outros deuses da mitologia grega, na qual a ICR se inspirou para a criação dos seus “deuses”, que ela chamou de “santos”. Não é demais acrescentar que Vênus, para os romanos, era a mesma Afrodite para os gregos. Era a “deusa” do amor, da beleza, dos prazeres, especialmente sexuais. De Vênus originou-se o nome do preservativo conhecido como “camisinha de vênus” e, de Afrodite surgiu a expressão “afrodisíaco” dada aos produtos que supostamente são considerados tonificantes da atividade sexual.

A explicação da Igreja Católica Romana

É claro que 90% dos católicos não sabem, mas para tentar explicar a diferença entre veneração e adoração, a sua igreja aumentou ainda mais a confusão, fazendo uso de três outro termos: DULIA, HIPERDULIA e LATRIA.
DULIA: Segundo a ICR, pratica-se a latria quando a veneração é dirigida aos anjos e aos santos, ou seja, aos servos de Deus. A palavra originou-se da expressão grega “douléia”, cujo sentido é servidão, submissão. Mesmo assim, a ICR afirma que quem se prostra diante de um ídolo, faz pedido e reza em seu nome, não está adorando, mas sim, venerando.
HIPERDULIA: Segundo a ICR é quando a veneração é feita aos pés da Virgem Maria. Hiperdulia, ao que parece, está acima da dulia. Mesmo que, de joelhos, ela seja chamada de “Mãe de Deus”, Rainha do Céu, Imaculada Conceição, etc, a ICR afirma que é uma veneração, não uma adoração.
LATRIA: Diz a ICR que é quando o culto é prestado a Deus. Afirma que latria é adoração. Na verdade o termo “latria” provém do grego “latreuein” cujo significado é “serviço a um deus; culto, adoração”. A origem, portanto, é pagã, pois era incontável o número de deuses na Grécia. Adorar qualquer um deles era praticar a latria. Entre nós, como já foi dito, latria deu origem à expressão idolatria.
A verdade é que os três termos acima se confundem, ou seja, na prática não é possível fazer a distinção entre eles. Ou será que o católico romano sabe fazer a diferença entre adoração e veneração quando dobra os seus joelhos, reza e faz pedidos, diante de uma imagem de “Nossa Senhora”, de São Pedro ou outros santos?
Imaginemos, contudo, um católico sincero e bem instruído nos mistérios de sua religião. Ele vai à igreja prestar seu culto. Primeiramente ele pretende venerar São Pedro, e pratica a dulia. Depois, querendo prestar culto à Maria, tem que deixar a dulia e praticar a hiperdulia. Finalmente, com a intenção de cultuar a Deus, ele precisa despir-se da dulia e da hiperdulia, pois agora deve praticar a latria. Convenhamos que é muita heresia para um único culto.

O culto aos santos: é latria ou idolatria?

O culto aos santos, para quem conhece a Bíblia e a História, e tem compromisso com a verdade, sabe que tudo isso teve origem em práticas pagãs. Foi o Papa Bonifácio IV, em 610 dC., quem introduziu esta heresia ao celebrar, pela primeira vez, a festa de “todos os santos”, quando substituiu o “Panteão Romano”, que era um templo pagão dedicado a todos os deuses, por um templo cristão, para que as relíquias dos “santos”, inclusive as de Maria, fossem ali colocadas. O culto aos deuses e as deusas do paganismo foi, então,  substituído pelo culto aos santos e à Maria.
Assim, a ICR foi, dia a dia, assimilando os costumes pagãos, distanciando-se da doutrina cristã, tornando-se uma seita herética, tão diferente daquela igreja fundada por Jesus, na cruz do calvário e inaugurada pelo Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, no ano 29 dC.
Na Igreja primitiva, aquela fundada por Jesus e que Ele chamou de “minha igreja”, nunca houve a celebração de cultos a nenhum santo. Somente o nome de Jesus era adorado e todo culto prestado a Deus. Portanto hoje, não somente a ICR, mas qualquer outra igreja, que preste culto a qualquer outro que não seja o próprio Deus, deve ser considerada uma seita herética.

O  culto a Maria (ou Mariolatria)

O que a Bíblia diz sobre Maria
“Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Isaías 7.14).
A promessa do nascimento deste filho foi feita pelo próprio Deus, lá no Éden, logo após a queda de Adão, falando à serpente, o nosso Deus afirmou:
E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta lhe ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Ficou estabelecido por Deus que, de uma mulher deveria nascer o Redentor, o qual não seria outro senão o próprio Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Cerca de quase quatro mil anos se passaram até que: “Vindo a plenitude dos tempos” Deus enviaria o Seu filho, nascido de mulher” (Gálatas 4.4).
Pela promessa feita por Deus no Éden, o Senhor Jesus teria que vir inteiramente como homem. Ele teria que se despir dos atributos de sua divindade. E o seu nascimento não poderia ser diferente, pois sabemos que toda vida humana é gerada no ato da concepção, e para isto há necessidade de um homem e de uma mulher. Depois da queda de Adão, em toda a história da humanidade, o único homem que, para nascer não necessitou da fusão de duas sementes, uma masculina e outra feminina, foi Jesus. Isso porque foi o único que era pré-existente, mesmo antes do seu nascimento. Assim, o Senhor Deus não necessitava da presença do homem para que Seu Filho fosse gerado, isso por que: “Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1.4).

Sendo assim, Jesus viria sem a participação do homem, mas não poderia vir sem a participação da mulher. Segundo a promessa de Deus, o Redentor teria que entrar nesta vida terrena da mesma forma que entraram e entrariam todos os homens, com exceção de Adão, através do ventre de uma mulher. Portanto, Deus precisava escolher uma mulher para ser a mãe de Seu Filho, aqui na terra.

A escolha de Maria

Se não soubéssemos que Deus é Onisciente, diríamos que a escolha de Maria teria sido a mais difícil de todas as escolhas feitas por Deus, ao longo da história. Ele escolheu Noé para dar continuidade à raça humana após o dilúvio; escolheu Abraão para ser o Pai de uma nova nação; escolheu Moisés para ser o libertador de seu povo, no Egito; reis, profetas, sacerdotes, outros homens e mulheres Deus escolheu para missões difíceis e especiais. Porém, talvez a mais importante das escolhas tenha sido encontrar uma moça que preenchesse todos os requisitos para ser a mãe de Seu Filho. 
Tratava-se de uma escolha ímpar, pois seria a única pessoa, na história da humanidade, a ser escolhida para cuidar daquele que, no evangelho de João 1.1 a 4, foi dito: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens”. Daquele que o apóstolo Paulo (em Colossenses 1.16 e 17), diz que "todas as coisas foram criadas n´Ele, por Ele e para Ele". Essa moça seria a mãe do Criador.

A mais pura das virgens de Israel

Maria foi a moça que melhor preencheu as condições de santidade exigidas por Deus. Contudo, é preciso ressaltar que a promessa de Deus, feita lá no Éden, era de que o Redentor nasceria de uma mulher. Uma mulher igual a todas as demais mulheres nascidas na terra, ou seja, com a mesma constituição biológica, sem nada de especial. Tal verdade bíblica não pode ser perdida de vista.
Maria nasceu, viveu e morreu como nascem, vivem e morrem todas as criaturas humanas. Pela bíblia não há como fazê-la diferente, muito menos imaculada!
Bendita entre as mulheres, sim!

Na Bíblia Sagrada, no evangelho de Lucas 1.42, a sua prima Isabel afirmou a ela: “...Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre” !
No entanto, naquele momento, Maria não abençoou Isabel. Ela continuava sendo “a serva do Senhor” (Lucas 1.38), conforme antes havia declarado ao anjo Gabriel.
Ela era bendita ou abençoada porque, naquele dia, ainda num linguajar humano, quando o Senhor passou “em revista” todas as virgens existentes no Reino de Israel, ela, Maria, foi escolhida por Deus, certamente porque, naquele momento, era a que melhor preenchia as condições exigidas pela santidade de Deus. Ela era a mais pura de todas as virgens de Israel. E tinha que ser de Israel, pois esta era a promessa de Deus feita a Abraão, em Gênesis 12.3:
“ em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Maria, uma perfeita escolha de Deus

Repetindo Gálatas 4.4: “Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher”. Nascer de uma mulher, esta era a promessa de Deus feita lá no Jardim do Éden. O redentor do homem teria que vir como sendo “a semente da mulher”. Portanto, através de um ventre materno era a única maneira para que o Filho de Deus viesse ao mundo, como homem.
Pela Lei de Moisés, o redentor tinha que ser parente daquele que necessitava ser resgatado. Jesus, como Deus, não era parente do homem, mas, sim, seu Criador. Então, para se credenciar como redentor, a fim de libertar os homens escravizados pelo pecado, o Filho de Deus tinha que se tornar Filho do Homem. É desta forma que o apóstolo Paulo o descreve, em Filipenses 2.6 e 7: “ ... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas, aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.

Para Jesus se tornar Filho do Homem, necessitava de um ventre materno

Receber e desenvolver, por nove meses, o Filho de Deus, o Criador de todas as coisas, em seu ventre, seria, como de fato foi, o maior privilégio, em toda a história da humanidade que uma mulher poderia ter. A escolha dessa mulher foi feita pelo próprio Deus. E Deus escolheu Maria !
No Evangelho de Lucas 1.26, podemos ler: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”.
Uma cidade chamada Nazaré ! A escolhida por Deus não foi encontrada em Jerusalém, a capital do País, nem em qualquer outra grande cidade da época. Mas em Nazaré, pequena cidade, sem nenhuma importância. Seu nome não se encontra no Antigo Testamento, nem mesmo nos livros apócrifos, nem nas obras de Flávio Josefo (importante historiador Judeu, do século I dC).

Se a escolha fosse feita por um homem, provavelmente ele não perderia tempo indo procurar uma pessoa tão especial, a mais bendita de todas as mulheres, numa cidadezinha chamada Nazaré. No entanto, a escolha foi feita por Deus ! E foi por inspiração do próprio Deus, que no Salmo 101.6, o salmista diz: “ Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”. Certamente que Maria andava nos caminhos retos do Senhor, para que viesse a ser escolhida.

Tinha que ser uma jovem virgem, símbolo de pureza

Quase setecentos e cinquenta anos antes, o Profeta (Isaías 7.14), afirmou: “... eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. Sabe-se que todo nome judaico tem uma simbologia, um significado: e Emanuel significa “Deus conosco”.
Em relação à Maria, aprendemos que, quando Deus precisa de alguém, esse alguém será encontrado por Ele, esteja onde estiver. Creia nisto! Assim, além de conservar a sua pureza, Maria nada mais precisou fazer para ser a escolhida de Deus.

O anjo Gabriel saiu da presença de Deus, com uma incumbência e um endereço certo. Não foi o anjo que forneceu o endereço de Maria a Deus. Foi Deus quem deu ao anjo o endereço dela. Nesses dois mil anos que se passaram desde então, Deus não mudou. Ele continua sabendo o endereço de cada um dos seus filhos. Portanto, meu irmão e minha irmã, se você se sente escolhido de Deus e está aguardando a sua chamada, então, mantenha-se nos caminhos do Senhor e descanse, espere ! Deus tem o seu endereço, tal como tinha o de Maria.

E PENSAR QUE TEM MUITOS CRENTES DESINFORMADOS, QUE  FALAM  MAL  DE  MARIA !

Dentre todas as jovens do seu tempo, Maria foi a escolhida de Deus. É claro que, nem antes e nem depois de ter sido escolhida, ela procurou chamar a atenção para a sua própria pessoa. A verdade é que Maria não tem culpa nenhuma do que estão fazendo com ela. Quem colocou Maria, na vala comum da idolatria pecaminosa e abominável diante de Deus, e quem inventou a “Mariolatria” foi a ICR. Assim, se hoje ela é adorada por milhões de criaturas, a culpa não é dela. Ela jamais aceitaria adoração, visto que nunca se esqueceu de quem era, conforme declarou ao anjo Gabriel, registrado em Lucas 1.38: “ Disse então Maria: eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.
Ela era serva, criatura de Deus, não podia e não queria receber adoração. Nunca é demais repetir a verdade: somente Deus pode receber adoração.

O cântico de Maria

O cântico de Maria, registrado em Lucas 1.46 a 49, não é o cântico da “Mãe de Deus”, da “Rainha dos Céus”, mas sim o cântico, muito humilde, de uma serva do Senhor: “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou na humildade da sua serva, pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão de bem aventurada. Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome”.
Como vimos, para Maria, “Poderoso e Santo” era Deus, ela era apenas a “serva do Senhor”. É claro que, biblicamente falando, Maria, como todos os demais santos que “dormiram no Senhor”, está no Paraíso, aguardando a 2ª vinda de Jesus, momento da ressurreição dos mortos em Cristo. Nesta condição, segundo ensinou Jesus, ela está sendo “consolada” (ver lucas 16.25), não tendo qualquer lembrança de sua vida terrena e nem qualquer ciência do que se passa aqui na terra.

Porém, se porventura tivesse essa lembrança e soubesse o que a ICR fez e continua fazendo em torno do seu nome; dizendo e ensinando blasfêmias, quando afirmam que ela é “a mãe de Deus”; elevando-a à “Rainha do Céu”. Aquela que é carregada em procissões pelas ruas, adorada, explorada comercialmente, e até elevada à condição de “protetora” ou “padroeira” de um país, com certeza ficaria decepcionada. Veria mazelas, corrupções, impunidades, mentiras e outras desgraças similares, praticadas sob as “bênçãos de Maria”. Pense nisto, outra poderia ser a situação deste nosso país se, em lugar de uma pseudoprotetora, tivesse um protetor de verdade, aquele sobre o qual o salmista disse (no Salmo 33.12): “Bem aventurada a nação, cujo Deus é o Senhor...”.
Se Maria, cuja memória deve ser respeitada, pudesse saber o que acontece na terra, é provável que o céu não seria céu para ela. Em vida, como judia que era, certamente conheceu o pensamento do Senhor Deus a respeito da idolatria, pois foi ele mesmo quem afirmou e registrou no livro de Isaías 42.8: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura”.

Maria não tem culpa de tudo o que pessoas irresponsáveis, ignorantes e sem temor da Palavra de Deus, filhos da desobediência e rebeldes à Palavra, fizeram e continuam fazendo com o seu nome, aqui na terra. Nós, porém, que conhecemos e respeitamos a Palavra de Deus, respeitamos a memória de Maria, que foi uma bênção nas mãos de Deus, por ter sido a escolhida para trazer ao mundo seu Filho Jesus.
E você  ? que teve paciência de ler esta mensagem até o final, pode agora decidir o que fazer ... vai continuar adorando ídolos ? Vai continuar sendo desobediente a Deus ? Para que possa refletir nunca é demais repetir o que Jesus disse e que já foi destacado no início deste texto: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. De que? “da ira futura de Deus, contra os filhos da desobediência”. E se continuar desobedecendo, para onde pode ir? “para o lago que arde fogo e enxofre”.

QUERIDO LEITOR. MEU ÚNICO INTUITO É QUE VOCÊ SEJA SALVO. QUE DEUS LHE ABENÇOE .

 O crente em geral, mas especialmente aquele que se preocupa em estudar a bíblia, aprende logo que Deus abomina a idolatria. Porém, até mesmo entre os crentes, e principalmente entre a maioria dos católicos sinceros, muitos não sabem exatamente o que é  idolatria.

Este texto, extraído do livro HERESIOLOGIA – Lição 4 – da FATESA (Faculdade de Teologia de Santo André), tem por objetivo discutir o assunto. Não temos a pretensão de induzir ninguém a mudar de religião, mas apenas estabelecer a verdade, com base nos textos bíblicos, pois o próprio Jesus nos disse, no Evangelho de João 8.32: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará..." Alguns podem dizer: mas de que eu preciso ser liberto? A resposta é que a verdade libertará você “da ira futura de Deus, contra os filhos da desobediência” (Colossenses 3.6).