sexta-feira, 17 de maio de 2013

quinta-feira, 16 de maio de 2013

domingo, 5 de maio de 2013

Idolatria - Ariovaldo Nuvolari (Aluno da FATESA - Casa do Saber)


O crente em geral, mas especialmente aquele que se preocupa em estudar a bíblia, aprende logo que Deus abomina a idolatria. Porém, até mesmo entre os crentes, e principalmente entre a maioria dos católicos sinceros, muitos não sabem exatamente o que é  idolatria.

Este texto, extraído do livro HERESIOLOGIA – Lição 4 – da FATESA (Faculdade de Teologia de Santo André), tem por objetivo discutir o assunto. Não temos a pretensão de induzir ninguém a mudar de religião, mas apenas estabelecer a verdade, com base nos textos bíblicos, pois o próprio Jesus nos disse, no Evangelho de João 8.32: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará..." Alguns podem dizer: mas de que eu preciso ser liberto? A resposta é que a verdade libertará você “da ira futura de Deus, contra os filhos da desobediência” (Colossenses 3.6).


O vocábulo “idolatria” tem origem no grego, onde “eidolon” é ídolo e “latreuein” é adorar. Assim, em sentido estrito, idolatria significa adoração a ídolos ou imagens. No entanto, em sentido lato, pode significar qualquer coisa que venha ocupar o lugar de Deus em nossos corações ou em nossas vidas. É neste sentido que o apóstolo João, escrevendo à igreja que já tinha mais de sessenta anos de vivência cristã, afirmou: ..."Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. Amém !” (I Epístola de João 5.21).
O apóstolo João não está aqui se referindo à adoração de imagens, mas, a qualquer coisa, incluindo pessoas, que pudessem vir a ocupar o lugar de Deus nos corações dos Filhos de Deus.

Do ponto de vista bíblico ou doutrinário a idolatria não é apenas uma heresia, mas, talvez, a mais detestável de todas elas. Ao formar a nação de Israel, Deus teve o cuidado de incluir a sua proibição na Lei de Moisés, declarando-a com todas as letras: “ Não terás outros deuses diante de mim”. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo da terra, nem nas águas debaixo da terra; não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem” (Êxodo 20.3 a 5).

O que a Bíblia diz sobre a idolatria

1. Diz que ela é abominável ao Senhor... Abominar é detestar, repelir com horror, aborrecer, odiar.
“As imagens de escultura de seus deuses queimarás a fogo; a prata e o ouro que estão sobre elas não cobiçarás, nem os tomarás para ti, para que não te enlaces neles; pois abominação são ao Senhor, teu Deus"(Deuteronômio 7.25).

2. Diz que ela aborrece ao Senhor ...
“Nem levantarás estátua, a qual o Senhor, teu Deus, aborrece” (Deuteronômio 16.22).

3. Diz que ela é coisa vã e tola...
“Têm boca, mas não falam; têm olhos mas não vêem; tem ouvidos, mas não ouvem; nariz têm, mas não cheiram. Têm mãos mas não apalpam; têm pés, mas não andam, nem som algum sai da sua garganta” (Salmos 115.5 a 7).

4. Diz que ela é inútil, ou seja, não tem nenhum valor...
“A quem me fareis semelhante, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes ? Gastam o ouro da bolsa e pesam a prata nas balanças; assalariam os ourives, e ele faz um deus, e diante se prostram e se inclinam. Sobre os ombros o tomam, o levam e o põem no seu lugar; ali está, do seu lugar não se move; e, se recorrerem a ele, resposta nenhuma dá, nem livra ninguém da sua tribulação” (Isaías 46.5 a 7).

5. Diz que ela nãoa tem nenhum sentido, ou seja, é irracional...
“Sendo nós, pois, geração de Deus, não havemos de cuidar que a divindade seja semelhante ao ouro, ou à prata, ou à pedra esculpida por artifício e imaginação dos homens” (Atos 17.29).
“ E mudaram a glória de Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis” (Romanos 1.23).

6. Diz que ela é contaminadora...
“Então lhes disse: Cada um lance de si as abominações dos seus olhos, e não vos contamineis com os ídolos do Egito; eu sou o Senhor, vosso Deus” (Ezequiel 20.7).
“Derramei pois, o meu furor sobre eles, por causa do sangue que derramaram sobre a terra e dos seus ídolos com que a contaminaram” (Ezequiel 36.18).

O que a Bíblia diz sobre os ídolos

Dentre outras coisas, ela diz que:

1. São deuses estranhos...
“ Então disse Jacó à sua família e a todos os que com ele estavam: Tirai os deuses estranhos que há no meio de vós, e purificai-vos, e mudai as vossas vestes” (Gênesis 35.2).

2. São deuses de fundição...
“ Não farás para ti deuses de fundição” (Êxodo 34.17).

3. São como nada...
“ Assim que, quanto a comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus, senão um só” (I Coríntios 8.4).

Sobre a idolatria no Novo Testamento

Qualquer organização religiosa que tiver vínculo com a idolatria, à luz do Novo Testamento, certamente também será considerada uma seita herética. Pode-se perceber que, na igreja primitiva, idolatria era coisa abominável. O Senhor Jesus afirmou (em Mateus 4.10):
“Então, disse-lhe Jesus: Vai-te Satanás, porque está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a Ele servirás”.

Jesus também deixou claro que a verdadeira adoração não necessita da imagem visual, quando no evangelho de João 4.23 e 24, afirmou: “Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão ao Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”.

Também o apóstolo Paulo listou a idolatria como obra da carne e no mesmo grau de perniciosidade que a feitiçaria, quando registrou em sua Epístola aos Gálatas 5.19 e 20:
“Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçarias, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias”.
O mesmo Paulo deixou claro que os idólatras não herderão o Reino de Deus, em I Coríntios 6.10: “ Não erreis, nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus”.

O apóstolo João, no livro de Apocalipse 21.8,  foi ainda mais contundente ao afirmar que o destino dos idólatras será o lago de fogo:
“Mas, quando aos tímidos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicadores, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre, que é a segunda morte”.

Em toda a Bíblia, todo e qualquer tipo de idolatria é radicalmente rejeitado e condenado. Deus proibiu ao seu povo a confecção e o culto às imagens ou estátuas, visto que os povos pagãos atribuíam a esses artefatos de barro, de madeira, ou outro material corruptível, um caráter religioso. Acreditavam que a divindade se fazia presente por meio dessa prática.
Como já se viu, no Velho Testamento, o nosso Deus, Todo Poderoso, ensinou ao seu povo a não cultuar imagens de qualquer natureza. No Novo Testamento não deixou por menos. Assim, por tudo que até aqui foi visto, pode-se resumir o assunto, numa única verdade, aquela que está registrada no livro de Êxodo 20.3: “Não terás outros deuses diante de mim”.
Quando se tenta esclarecer ou falar desse assunto, com o católico sincero, a maioria afirma que nunca havia ouvido falar disso e alguns, mais praticantes ou esclarecidos na doutrina católica, refutam dizendo que as imagens não são deuses ! Que elas não são adoradas, são, apenas, veneradas.

Será que existe diferença entre veneração e adoração?

A diferença entre essas duas palavras é uma pergunta difícil de responder. Os lexicógrafos não fazem diferença. No dicionário Aurélio adorar e venerar são palavras sinônimas. Veneração tem o sentido de render culto. Para o dicionário Houaiss, da mesma forma, adorar é sinônimo de venerar. Lá diz que veneração é respeito inspirado pela dignidade, talento, poder. Mas é também, render culto, adorar.
Na verdade, quando alguém inventa uma mentira, fatalmente terá de inventar outras para dar sustentação à mentira inicial. Assim, quer os dirigentes da Igreja Católica Romana (ICR) queiram ou não admitir, a expressão venerar foi tomada emprestada da cultura religiosa pagã, ou melhor, da idolatria. O termo venerar tem sua origem na expressão grega “venerem”, cujo sentido é “honrar a Vênus”. Honra essa que depois foi aplicada a outros deuses da mitologia grega, na qual a ICR se inspirou para a criação dos seus “deuses”, que ela chamou de “santos”. Não é demais acrescentar que Vênus, para os romanos, era a mesma Afrodite para os gregos. Era a “deusa” do amor, da beleza, dos prazeres, especialmente sexuais. De Vênus originou-se o nome do preservativo conhecido como “camisinha de vênus” e, de Afrodite surgiu a expressão “afrodisíaco” dada aos produtos que supostamente são considerados tonificantes da atividade sexual.

A explicação da Igreja Católica Romana

É claro que 90% dos católicos não sabem, mas para tentar explicar a diferença entre veneração e adoração, a sua igreja aumentou ainda mais a confusão, fazendo uso de três outro termos: DULIA, HIPERDULIA e LATRIA.
DULIA: Segundo a ICR, pratica-se a latria quando a veneração é dirigida aos anjos e aos santos, ou seja, aos servos de Deus. A palavra originou-se da expressão grega “douléia”, cujo sentido é servidão, submissão. Mesmo assim, a ICR afirma que quem se prostra diante de um ídolo, faz pedido e reza em seu nome, não está adorando, mas sim, venerando.
HIPERDULIA: Segundo a ICR é quando a veneração é feita aos pés da Virgem Maria. Hiperdulia, ao que parece, está acima da dulia. Mesmo que, de joelhos, ela seja chamada de “Mãe de Deus”, Rainha do Céu, Imaculada Conceição, etc, a ICR afirma que é uma veneração, não uma adoração.
LATRIA: Diz a ICR que é quando o culto é prestado a Deus. Afirma que latria é adoração. Na verdade o termo “latria” provém do grego “latreuein” cujo significado é “serviço a um deus; culto, adoração”. A origem, portanto, é pagã, pois era incontável o número de deuses na Grécia. Adorar qualquer um deles era praticar a latria. Entre nós, como já foi dito, latria deu origem à expressão idolatria.
A verdade é que os três termos acima se confundem, ou seja, na prática não é possível fazer a distinção entre eles. Ou será que o católico romano sabe fazer a diferença entre adoração e veneração quando dobra os seus joelhos, reza e faz pedidos, diante de uma imagem de “Nossa Senhora”, de São Pedro ou outros santos?
Imaginemos, contudo, um católico sincero e bem instruído nos mistérios de sua religião. Ele vai à igreja prestar seu culto. Primeiramente ele pretende venerar São Pedro, e pratica a dulia. Depois, querendo prestar culto à Maria, tem que deixar a dulia e praticar a hiperdulia. Finalmente, com a intenção de cultuar a Deus, ele precisa despir-se da dulia e da hiperdulia, pois agora deve praticar a latria. Convenhamos que é muita heresia para um único culto.

O culto aos santos: é latria ou idolatria?

O culto aos santos, para quem conhece a Bíblia e a História, e tem compromisso com a verdade, sabe que tudo isso teve origem em práticas pagãs. Foi o Papa Bonifácio IV, em 610 dC., quem introduziu esta heresia ao celebrar, pela primeira vez, a festa de “todos os santos”, quando substituiu o “Panteão Romano”, que era um templo pagão dedicado a todos os deuses, por um templo cristão, para que as relíquias dos “santos”, inclusive as de Maria, fossem ali colocadas. O culto aos deuses e as deusas do paganismo foi, então,  substituído pelo culto aos santos e à Maria.
Assim, a ICR foi, dia a dia, assimilando os costumes pagãos, distanciando-se da doutrina cristã, tornando-se uma seita herética, tão diferente daquela igreja fundada por Jesus, na cruz do calvário e inaugurada pelo Espírito Santo, no Dia de Pentecostes, no ano 29 dC.
Na Igreja primitiva, aquela fundada por Jesus e que Ele chamou de “minha igreja”, nunca houve a celebração de cultos a nenhum santo. Somente o nome de Jesus era adorado e todo culto prestado a Deus. Portanto hoje, não somente a ICR, mas qualquer outra igreja, que preste culto a qualquer outro que não seja o próprio Deus, deve ser considerada uma seita herética.

O  culto a Maria (ou Mariolatria)

O que a Bíblia diz sobre Maria
“Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel” (Isaías 7.14).
A promessa do nascimento deste filho foi feita pelo próprio Deus, lá no Éden, logo após a queda de Adão, falando à serpente, o nosso Deus afirmou:
E porei inimizade entre ti e a mulher e entre a tua semente e a sua semente; esta lhe ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar”.
Ficou estabelecido por Deus que, de uma mulher deveria nascer o Redentor, o qual não seria outro senão o próprio Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo. Cerca de quase quatro mil anos se passaram até que: “Vindo a plenitude dos tempos” Deus enviaria o Seu filho, nascido de mulher” (Gálatas 4.4).
Pela promessa feita por Deus no Éden, o Senhor Jesus teria que vir inteiramente como homem. Ele teria que se despir dos atributos de sua divindade. E o seu nascimento não poderia ser diferente, pois sabemos que toda vida humana é gerada no ato da concepção, e para isto há necessidade de um homem e de uma mulher. Depois da queda de Adão, em toda a história da humanidade, o único homem que, para nascer não necessitou da fusão de duas sementes, uma masculina e outra feminina, foi Jesus. Isso porque foi o único que era pré-existente, mesmo antes do seu nascimento. Assim, o Senhor Deus não necessitava da presença do homem para que Seu Filho fosse gerado, isso por que: “Nele, estava a vida e a vida era a luz dos homens” (João 1.4).

Sendo assim, Jesus viria sem a participação do homem, mas não poderia vir sem a participação da mulher. Segundo a promessa de Deus, o Redentor teria que entrar nesta vida terrena da mesma forma que entraram e entrariam todos os homens, com exceção de Adão, através do ventre de uma mulher. Portanto, Deus precisava escolher uma mulher para ser a mãe de Seu Filho, aqui na terra.

A escolha de Maria

Se não soubéssemos que Deus é Onisciente, diríamos que a escolha de Maria teria sido a mais difícil de todas as escolhas feitas por Deus, ao longo da história. Ele escolheu Noé para dar continuidade à raça humana após o dilúvio; escolheu Abraão para ser o Pai de uma nova nação; escolheu Moisés para ser o libertador de seu povo, no Egito; reis, profetas, sacerdotes, outros homens e mulheres Deus escolheu para missões difíceis e especiais. Porém, talvez a mais importante das escolhas tenha sido encontrar uma moça que preenchesse todos os requisitos para ser a mãe de Seu Filho. 
Tratava-se de uma escolha ímpar, pois seria a única pessoa, na história da humanidade, a ser escolhida para cuidar daquele que, no evangelho de João 1.1 a 4, foi dito: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e sem Ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens”. Daquele que o apóstolo Paulo (em Colossenses 1.16 e 17), diz que "todas as coisas foram criadas n´Ele, por Ele e para Ele". Essa moça seria a mãe do Criador.

A mais pura das virgens de Israel

Maria foi a moça que melhor preencheu as condições de santidade exigidas por Deus. Contudo, é preciso ressaltar que a promessa de Deus, feita lá no Éden, era de que o Redentor nasceria de uma mulher. Uma mulher igual a todas as demais mulheres nascidas na terra, ou seja, com a mesma constituição biológica, sem nada de especial. Tal verdade bíblica não pode ser perdida de vista.
Maria nasceu, viveu e morreu como nascem, vivem e morrem todas as criaturas humanas. Pela bíblia não há como fazê-la diferente, muito menos imaculada!
Bendita entre as mulheres, sim!

Na Bíblia Sagrada, no evangelho de Lucas 1.42, a sua prima Isabel afirmou a ela: “...Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre” !
No entanto, naquele momento, Maria não abençoou Isabel. Ela continuava sendo “a serva do Senhor” (Lucas 1.38), conforme antes havia declarado ao anjo Gabriel.
Ela era bendita ou abençoada porque, naquele dia, ainda num linguajar humano, quando o Senhor passou “em revista” todas as virgens existentes no Reino de Israel, ela, Maria, foi escolhida por Deus, certamente porque, naquele momento, era a que melhor preenchia as condições exigidas pela santidade de Deus. Ela era a mais pura de todas as virgens de Israel. E tinha que ser de Israel, pois esta era a promessa de Deus feita a Abraão, em Gênesis 12.3:
“ em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Maria, uma perfeita escolha de Deus

Repetindo Gálatas 4.4: “Mas vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher”. Nascer de uma mulher, esta era a promessa de Deus feita lá no Jardim do Éden. O redentor do homem teria que vir como sendo “a semente da mulher”. Portanto, através de um ventre materno era a única maneira para que o Filho de Deus viesse ao mundo, como homem.
Pela Lei de Moisés, o redentor tinha que ser parente daquele que necessitava ser resgatado. Jesus, como Deus, não era parente do homem, mas, sim, seu Criador. Então, para se credenciar como redentor, a fim de libertar os homens escravizados pelo pecado, o Filho de Deus tinha que se tornar Filho do Homem. É desta forma que o apóstolo Paulo o descreve, em Filipenses 2.6 e 7: “ ... sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus. Mas, aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens”.

Para Jesus se tornar Filho do Homem, necessitava de um ventre materno

Receber e desenvolver, por nove meses, o Filho de Deus, o Criador de todas as coisas, em seu ventre, seria, como de fato foi, o maior privilégio, em toda a história da humanidade que uma mulher poderia ter. A escolha dessa mulher foi feita pelo próprio Deus. E Deus escolheu Maria !
No Evangelho de Lucas 1.26, podemos ler: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem, desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria”.
Uma cidade chamada Nazaré ! A escolhida por Deus não foi encontrada em Jerusalém, a capital do País, nem em qualquer outra grande cidade da época. Mas em Nazaré, pequena cidade, sem nenhuma importância. Seu nome não se encontra no Antigo Testamento, nem mesmo nos livros apócrifos, nem nas obras de Flávio Josefo (importante historiador Judeu, do século I dC).

Se a escolha fosse feita por um homem, provavelmente ele não perderia tempo indo procurar uma pessoa tão especial, a mais bendita de todas as mulheres, numa cidadezinha chamada Nazaré. No entanto, a escolha foi feita por Deus ! E foi por inspiração do próprio Deus, que no Salmo 101.6, o salmista diz: “ Os meus olhos procurarão os fiéis da terra, para que estejam comigo; o que anda num caminho reto, esse me servirá”. Certamente que Maria andava nos caminhos retos do Senhor, para que viesse a ser escolhida.

Tinha que ser uma jovem virgem, símbolo de pureza

Quase setecentos e cinquenta anos antes, o Profeta (Isaías 7.14), afirmou: “... eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel”. Sabe-se que todo nome judaico tem uma simbologia, um significado: e Emanuel significa “Deus conosco”.
Em relação à Maria, aprendemos que, quando Deus precisa de alguém, esse alguém será encontrado por Ele, esteja onde estiver. Creia nisto! Assim, além de conservar a sua pureza, Maria nada mais precisou fazer para ser a escolhida de Deus.

O anjo Gabriel saiu da presença de Deus, com uma incumbência e um endereço certo. Não foi o anjo que forneceu o endereço de Maria a Deus. Foi Deus quem deu ao anjo o endereço dela. Nesses dois mil anos que se passaram desde então, Deus não mudou. Ele continua sabendo o endereço de cada um dos seus filhos. Portanto, meu irmão e minha irmã, se você se sente escolhido de Deus e está aguardando a sua chamada, então, mantenha-se nos caminhos do Senhor e descanse, espere ! Deus tem o seu endereço, tal como tinha o de Maria.

E PENSAR QUE TEM MUITOS CRENTES DESINFORMADOS, QUE  FALAM  MAL  DE  MARIA !

Dentre todas as jovens do seu tempo, Maria foi a escolhida de Deus. É claro que, nem antes e nem depois de ter sido escolhida, ela procurou chamar a atenção para a sua própria pessoa. A verdade é que Maria não tem culpa nenhuma do que estão fazendo com ela. Quem colocou Maria, na vala comum da idolatria pecaminosa e abominável diante de Deus, e quem inventou a “Mariolatria” foi a ICR. Assim, se hoje ela é adorada por milhões de criaturas, a culpa não é dela. Ela jamais aceitaria adoração, visto que nunca se esqueceu de quem era, conforme declarou ao anjo Gabriel, registrado em Lucas 1.38: “ Disse então Maria: eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra”.
Ela era serva, criatura de Deus, não podia e não queria receber adoração. Nunca é demais repetir a verdade: somente Deus pode receber adoração.

O cântico de Maria

O cântico de Maria, registrado em Lucas 1.46 a 49, não é o cântico da “Mãe de Deus”, da “Rainha dos Céus”, mas sim o cântico, muito humilde, de uma serva do Senhor: “Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque atentou na humildade da sua serva, pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão de bem aventurada. Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e Santo é o seu nome”.
Como vimos, para Maria, “Poderoso e Santo” era Deus, ela era apenas a “serva do Senhor”. É claro que, biblicamente falando, Maria, como todos os demais santos que “dormiram no Senhor”, está no Paraíso, aguardando a 2ª vinda de Jesus, momento da ressurreição dos mortos em Cristo. Nesta condição, segundo ensinou Jesus, ela está sendo “consolada” (ver lucas 16.25), não tendo qualquer lembrança de sua vida terrena e nem qualquer ciência do que se passa aqui na terra.

Porém, se porventura tivesse essa lembrança e soubesse o que a ICR fez e continua fazendo em torno do seu nome; dizendo e ensinando blasfêmias, quando afirmam que ela é “a mãe de Deus”; elevando-a à “Rainha do Céu”. Aquela que é carregada em procissões pelas ruas, adorada, explorada comercialmente, e até elevada à condição de “protetora” ou “padroeira” de um país, com certeza ficaria decepcionada. Veria mazelas, corrupções, impunidades, mentiras e outras desgraças similares, praticadas sob as “bênçãos de Maria”. Pense nisto, outra poderia ser a situação deste nosso país se, em lugar de uma pseudoprotetora, tivesse um protetor de verdade, aquele sobre o qual o salmista disse (no Salmo 33.12): “Bem aventurada a nação, cujo Deus é o Senhor...”.
Se Maria, cuja memória deve ser respeitada, pudesse saber o que acontece na terra, é provável que o céu não seria céu para ela. Em vida, como judia que era, certamente conheceu o pensamento do Senhor Deus a respeito da idolatria, pois foi ele mesmo quem afirmou e registrou no livro de Isaías 42.8: “Eu sou o Senhor, este é o meu nome; a minha glória, pois, a outrem não darei, nem o meu louvor, às imagens de escultura”.

Maria não tem culpa de tudo o que pessoas irresponsáveis, ignorantes e sem temor da Palavra de Deus, filhos da desobediência e rebeldes à Palavra, fizeram e continuam fazendo com o seu nome, aqui na terra. Nós, porém, que conhecemos e respeitamos a Palavra de Deus, respeitamos a memória de Maria, que foi uma bênção nas mãos de Deus, por ter sido a escolhida para trazer ao mundo seu Filho Jesus.
E você  ? que teve paciência de ler esta mensagem até o final, pode agora decidir o que fazer ... vai continuar adorando ídolos ? Vai continuar sendo desobediente a Deus ? Para que possa refletir nunca é demais repetir o que Jesus disse e que já foi destacado no início deste texto: “conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. De que? “da ira futura de Deus, contra os filhos da desobediência”. E se continuar desobedecendo, para onde pode ir? “para o lago que arde fogo e enxofre”.

QUERIDO LEITOR. MEU ÚNICO INTUITO É QUE VOCÊ SEJA SALVO. QUE DEUS LHE ABENÇOE .

 O crente em geral, mas especialmente aquele que se preocupa em estudar a bíblia, aprende logo que Deus abomina a idolatria. Porém, até mesmo entre os crentes, e principalmente entre a maioria dos católicos sinceros, muitos não sabem exatamente o que é  idolatria.

Este texto, extraído do livro HERESIOLOGIA – Lição 4 – da FATESA (Faculdade de Teologia de Santo André), tem por objetivo discutir o assunto. Não temos a pretensão de induzir ninguém a mudar de religião, mas apenas estabelecer a verdade, com base nos textos bíblicos, pois o próprio Jesus nos disse, no Evangelho de João 8.32: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará..." Alguns podem dizer: mas de que eu preciso ser liberto? A resposta é que a verdade libertará você “da ira futura de Deus, contra os filhos da desobediência” (Colossenses 3.6).