quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Perseguição religiosa na Coreia do Norte

Quando refugiados norte-coreanos são repatriados, é certo que serão punidos pelo governo. O nível de punição depende se ele ia para a Coreia do Sul ou simplesmente para a China. Os que supostamente deixam a Coreia do Norte apenas para sobreviver são enviados para campos de trabalho ou de reeducação. Aqueles que, no entanto, parecem fugir para a Coreia do Sul são presos em campos de prisioneiros políticos. Alguns, não muitos, enfrentam a morte. Segundo os refugiados, a Agência de Segurança Local categoriza os capturados de acordo com o motivo da fuga deles, e com o tipo de atividades que realizavam na China. Há quatro categorias. 

A primeira é das pessoas das quais se suspeita que tenham mantido contato direto com um agente sul-coreano  (do serviço de inteligência ou do departamento de defesa). Esses fugitivos são considerados espiões e, portanto, são executados. Seus familiares são enviados para um campo de prisioneiros políticos. Os que não são parentes imediatos (genro, nora, etc.) devem se divorciar a fim de deixar a família e não sofrer a punição.

A segunda categoria é formada por quem tem “contatos impuros no exterior”, referindo-se aos fugitivos que tiveram contato com grupos religiosos, organizações de direitos humanos e outros. Tais fugitivos também são enviados para campos de prisioneiros políticos, mas seus familiares não são punidos.

A terceira categoria é a dos que foram presos tentando ir para a Coreia do Sul. De igual modo, estes são enviados para campos de prisioneiros políticos. Tem havido muitos casos de desertores com contatos na Coreia do Sul que escaparam de sofrer uma punição severa. Isso se dá porque eles têm conseguido mentir quanto ao verdadeiro propósito de sua fuga, ou porque têm subornado agentes de segurança.

Por fim, os da quarta categoria são os suspeitos de ter atravessado a fronteira por motivos econômicos, ou outras razões “puras”. Estes são enviadas para campos de reeducação. Anteriormente, eles ficavam presos por seis meses, mas em 2009 a sentença passou a ser de um ano para réus primários e de dois anos para os demais.

A Missão Portas Abertas tem trabalhado com refugiados norte-coreanos enquanto estes ainda se encontram na China. O trabalho consiste em ajudá-los na difícil situação econômica em que se encontram, e também pregar-lhes sobre Cristo. Aproximadamente 50% desses refugiados são presos em suas viagens e recebem um dos destinos mencionados acima. Os colaboradores da Portas Abertas podem ser os únicos cristãos que venham a conhecer e, portanto, uma das raras vezes em que terão contato com o evangelho. Você pode colaborar para a evangelização dos norte-coreanos contribuindo para este projeto.

Embora a liberdade religiosa esteja prevista na Constituição e demais leis do país, na prática o governo restringiu ao máximo atividades relacionadas à crença De acordo com o recém-lançado Relatório Internacional sobre Liberdade Religiosa, produzido pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, muitas pessoas ainda vivem sob governos que limitam a prática religiosa. Um país de particular preocupação é a Coreia do Norte.

O documento revela que, verdadeiramente, a liberdade religiosa não existe em território norte-coreano. Apesar de constar na Constituição e outras leis do país, atividades religiosas não são permitidas. Autoridades norte-coreanas reprimem reuniões de oração não autorizadas e reagem duramente àqueles que se envolvem em atividades religiosas consideradas “inaceitáveis”. É necessário que os grupos religiosos sejam reconhecidos pelo governo, que os supervisiona de maneira rígida. Relatos de missionários e organizações não governamentais indicam que os cristãos que praticam proselitismo no país e outros que entram em contato com estrangeiros estão sujeitos a penas severas.


Grupos de direitos humanos fora da Coreia do Norte declararam em anos anteriores que membros de igrejas cristãs clandestinas foram presos, espancados, torturados e mortos por causa de suas crenças religiosas. Estima-se que entre 150 e 200 mil pessoas estejam em campos de prisioneiros políticos; muitos, por motivos religiosos. A estrutura e condição das prisões são desumanas, e desertores que estiveram encarcerados afirmaram ainda que os prisioneiros detidos em razão de suas crenças religiosas geralmente eram tratados de maneira mais rígida do que os outros.


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