sábado, 18 de fevereiro de 2012

Jesus é tentado no deserto - Max Lucado




JESUS ENTROU NO RIO JORDÃO como um carpinteiro e saiu como Messias. Com a pele ainda molhada da água de seu batismo, ele se afastou da comida e dos amigos e entrou no território das hienas, dos lagartos e dos abutres. “Jesus, cheio do Espírito Santo voltou do Jordão e foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, onde, durante quarenta dias foi tentado pelo Diabo. Não comeu nada durante esses dias e, ao fim deles, teve fome” (Lucas 4.1-2).

O deserto não foi algo comum para Jesus. A normalidade fora deixada no Jordão e seria redescoberta na Galileia. O deserto foi e é atípico. Um parêntese obscuro na história da vida. Uma época brutal de encontros cara a cara com o Diabo.


Jesus enfrentou tentação por quarenta noites. Perceba que Ele não enfrentou tentação em apenas um dos quarenta dias. Jesus foi levado ao “deserto, onde, durante quarenta dias foi tentado pelo Diabo” (v. 1 e 2). A batalha não se limitou a três perguntas. Jesus passou um mês e dez dias aplicando força bruta contra Satanás. O deserto foi um inverno longo e solitário.

Lembra-se de como Satanás o tentou? “Se és o Filho de Deus...” (Lucas 4.3-9). Por que Satanás diria isso? Porque o que Cristo ouvira em seu batismo. “Este é o meu Filho amado, em quem me agrado” (Mateus 3.7). “Você tem certeza de que é o Filho de Deus?” é o que Satanás está perguntando. Então vem o desafio: “Prove!”. Prove fazendo alguma coisa:

“Mande esta pedra transformar-se em pão” (Lucas 4.3).
“Se me adorares, tudo será teu” (v. 7).
“Joga-te daqui para baixo” (v.9).

Que sedução sutil! Satanás não acusa Deus; ele simplesmente levanta dúvidas em relação a Deus. Sua obra é suficiente? Coisas materiais – como transformação de pães ou saltar do templo – recebem valor semelhante ao de obras espirituais. Ele tenta fazer-nos desviar gradualmente de nossa fonte de confiança, afastando-nos da promessa de Deus e enfatizando nosso desempenho.

Jesus não morde a isca. Nenhum sinal celeste é solicitado. Ele não pede um raio; simplesmente cita a Bíblia. Três tentações. Três citações.

“está escrito” (v.4)
“está escrito” (v.8)
“está escrito” (v.12)

A arma escolhida para sua sobrevivência é a Escritura. Se a Bíblia foi suficiente para o deserto dEle, não seria suficiente para o nosso? Não se confunda aqui. Tudo de que eu e você precisamos para sobreviver no deserto está no Livro. Precisamos simplesmente dar-lhe ouvidos.




Lucado, Max

Seu Nome é Jesus/ Max Lucado; (traduzido por Emirson Justino) 
São Paulo: Mundo Cristão, 2010

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