De vez em quando surge uma notícia na mídia; alguém
afirmando que o mundo vai acabar em determinada data. Os menos avisados ficam
temerosos e preocupados. Outros, ou por serem incrédulos ou por já terem visto
isto antes, fazem piadas a respeito. Eu sou uma pessoa que aceitei a Cristo aos
55 anos de idade e que, ao assistir um filme sobre o chamado arrebatamento,
resolvi pesquisar o que se dizia a respeito desse tema na Bíblia Sagrada. Se
você também tem curiosidade de saber mais sobre este assunto, continue lendo
este texto, e que Deus lhe abençoe e lhe abra o entendimento. Vejamos o que a
Bíblia Sagrada nos diz:
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
"Eu" sou a ferramenta de Deus - Cidinha Britto
Deus usa o homem como ferramenta de trabalho, não porque precise dele, Deus não precisa de nada, nem de ninguém porque diferentemente de nós, Ele não tem nenhum tipo de limitação. Ele pode fazer o que quiser pelo poder da Sua palavra: “Porque falou, e tudo se fez; mandou, e logo tudo apareceu” (Salmos 33:9). Apesar disso, escolheu incluir o homem em seus projetos. Mas afinal de contas, se Deus não precisa de nossa ajuda, porque insiste em nos usar como ferramenta? A resposta é: Por amor! Somente por amor, a nós, e àqueles a quem pretende, por meio de nós, abençoar. Deus quer a minha e a sua companhia, por isso decidiu trabalhar através de nós, como se a nossa cooperação fosse imprescindível. É como o pai que convida o filho pequeno para ajudá-lo no conserto do carro, a mãe que recebe a ajuda da filhinha enquanto prepara um bolo. Assim como uma criança, nos maravilhamos após um trabalho bem feito e às vezes até nos esquecemos de que é Deus nos usando - como ferramentas, instrumentos para o bem.
A pergunta é: Como Deus trabalhava antes de criar o homem? Deus trabalhou na criação de todas as coisas, inclusive do próprio homem, sem a necessidade de nenhum tipo de ferramenta. No entanto, o trabalho foi realizado com perfeição: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom...” (Gênesis 1.31). Mas porque decidiu abençoar através de nós, vemos que a partir da criação, muitos homens, mulheres, jovens e idosos, foram usados como "ferramentas de Deus". Eles atuaram como profetas, juízes, reis, músicos, evangelistas, pastores, etc.
Foi assim com Noé - “Então, disse Deus a Noé: O fim de toda carne é vindo perante a minha face; porque a terra está cheia de violência; e eis que os desfarei com a terra. Faze para ti uma arca da madeira de gofer; farás compartimentos na arca e a betumarás por dentro e por fora com betume” (Gênesis 6.13,14). Foi assim com Abraão – “Ora, o Senhor disse a Abrão: Sai-te da tua terra, e da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome, e tu serás uma bênção” (Gênesis 12.1,2). Foi assim com Moisés – “Vem agora, pois, e eu te enviarei a Faraó, para que tires o meu povo, os filhos de Israel, do Egito” (Êxodo 3.10). Foi assim com Samuel – “E Samuel julgou a Israel todos os dias da sua vida” (I Samuel 7.15).
Foi assim com Davi –“Agora, pois, assim dirás a meu servo, a Davi: Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Eu te tirei do curral, de detrás das ovelhas, para que fosses chefe do meu povo de Israel” (I Crônicas 17:7). Foi assim com Jeremias - “Antes que eu te formasse no ventre, eu te conheci; e, antes que saísses da madre, te santifiquei e às nações te dei por profeta.” (Jeremias 1.5). Foi assim com os discípulos – “E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens” (Mateus 4.18,19).
Hoje, “eu” sou a ferramenta de Deus. Não digo ‘“nós”, mas -“eu” sou a ferramenta de Deus. O “nós” fala de união, de força, de cumplicidade, porém é justamente nesse “nós” que me escondo, pois se eu não fizer nada, sempre terá outro para fazer. Mesmo sabendo que não sou a única ferramenta de Deus preciso trazer essa responsabilidade para mim. Eu posso fazer muito pelas pessoas, independente da minha área de atuação na sociedade, seja na política, saúde, educação, etc. Esse é o motivo pelo qual Deus me convida a servi-lo, pois Seu amor que já está derramado no meu coração (Romanos 5.5) será demonstrado através das minhas ações.
Finalmente, depois de assumir a minha responsabilidade, então eu posso me juntar a outros muitos, que como eu sabem que têm um chamado, um chamado para servir. Como comunidade, servindo como ferramentas de Deus NÓS vamos fazer a diferença na NOSSA sociedade por meio dos pequenos e grandes gestos. E depois do trabalho pronto o mérito, a honra, a glória não será das "ferramenta" (nós), mas daquele que as utiliza (Deus).
Jesus disse “Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também” (João 5.17) e enquanto Deus trabalha, eu tenho a honra de servi-lo como FERRAMENTA.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Local Humilde do Nascimento - Max Lucado
“A IMAGINAÇÃO de qualquer pessoa fica inquieta ao pensar na conversa que o dono da hospedaria teve com sua família à mesa do café. Alguém mencionou a chegada do jovem casal na noite anterior? Ou comentou a gravidez da moça que veio montada em um jumento? Talvez. É bem possível que alguém tenha tocado no assunto. Contudo, na melhor das hipóteses, se alguém levantou a questão, ela não foi discutida. Não havia nada de extraordinário neles. Foram apenas mais uma das muitas famílias rejeitadas naquela noite.
Além do mais, quem tinha tempo para conversar sobre eles com tanta agitação ao redor? Augusto fez um enorme favor à economia de Belém quando decretou a realização de um censo. Quem poderia se lembrar de um momento de tanto alvoroço no vilarejo? Não, é muito difícil que alguém tenha mencionado a chegada do casal e se preocupado com a condição da moça. Estavam ocupados demais. O dia seria cheio. Tinham de preparar o pão do dia. As tarefas da manhã precisavam ser realizadas. Havia coisas demais em que pensar para imaginar que o impossível havia acontecido.Deus viera ao mundo por meio de um bebê...Não poderia haver lugar mais humilde para um nascimento.
Do lado de fora havia um grupo de pastores. Estavam sentados no chão em silêncio. Talvez perplexos, talvez com medo, mas certamente maravilhados. Sua vigília noturna fora interrompida por uma explosão de luz vinda do céu e uma sinfonia de anjos. Deus vai até aqueles que têm de ouvi-lo – assim, naquela noite sem nuvens, ele foi até simples pastores de ovelhas.
Ao lado da jovem mãe está o pai cansado. Se há alguém sonolento ali, é ele. Não se lembra da última vez em que se sentou. Agora que aquela agitação havia diminuído, agora que Maria e o bebê estavam confortáveis, ele se encosta à parede do estábulo e sente os olhos pesarem. Ele ainda não havia entendido tudo. O mistério do evento o confunde. Entretanto, não possuía forças para pensar naqueles questionamentos. O importante é que o bebê está bem e que Maria está segura. Com a chegada do sono, lembra-se do nome que o anjo pediu que ele colocasse no menino... Jesus. “O nome dele será Jesus.”
Maria, porém, está bastante desperta. Puxa como ela é jovem! Sua cabeça repousa sobre o couro macio da sela de José. A dor foi suplantada pela admiração. Ela olha para a face do bebê. Seu filho. Seu senhor. Sua majestade. Nesse ponto da história, o ser humano que melhor compreende quem é Deus e o que está fazendo é a adolescente deitada naquele estábulo malcheiroso. Ela não consegue tirar os olhos dele. De alguma forma sabe que está segurando o próprio Deus."
Lucado, Max
Seu Nome é
Jesus/ Max Lucado; (traduzido por Emirson Justino)
São Paulo:
Mundo Cristão, 2010
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Jesus, em Busca de “Ninguém” - Cidinha Britto
“E, naquele dia, sendo já tarde,
disse-lhes: Passemos para o outro lado. E eles, deixando a multidão, o levaram
consigo, assim como estava, no barco; e havia também com ele outros barquinhos. E levantou-se grande temporal de vento, e
subiam as ondas por cima do barco, de maneira que já se enchia. E ele
estava na popa, dormindo sobre uma almofada, e despertaram-no, dizendo-lhe:
Mestre, não se te dá que pereçamos? E ele, despertando, repreendeu o vento,
e disse ao mar: Cala-te, aquieta-te. E o vento se aquietou, e houve grande
bonança. E disse-lhes: Por que sois tão tímidos? Ainda não tendes
fé? E sentiram um grande temor, e diziam uns aos outros: Mas quem é este,
que até o vento e o mar lhe obedecem?”
Muitas vezes enfrentamos tempestades em
nossas vidas, mesmo estando Jesus, em nosso “barco”, como no texto
acima. A diferença é que quando Ele está conosco, as tempestades se
submetem a Sua voz. As “tempestades” nada mais são, do que dificuldades
que nos fazem sofrer e nos causam medo e insegurança. Elas surgem a partir de
fatores externos e não é de interesse de
ninguém passar por uma “tempestade”. Não nos expomos a elas conscientemente,
apesar de às vezes nos envolvermos em situações que podem causar grandes
“tempestades”. Uma escolha impensada, uma decisão precipitada, enfim são muitas
as razões que contribuem para que enfrentemos “tempestades” em nossas vidas.
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Conhecendo Jesus nas Escrituras - (Testemunho do Pastor e Missionário António Namóne - Guiné Bissau)
É com grande prazer que expressarei
nestas poucas palavras o quanto sou grato a Deus por Ele ter me alcançado, e
desejo que os amados irmãos em Cristo, compartilhem desta mesma alegria ao ler
este testemunho. Chamo-me António Namóne, nasci em
Guiné-Bissau (África Ocidental) onde vivo até hoje. Tinha 13 anos de idade quando o Senhor me chamou
para segui-Lo, isso foi no final do ano de 1995 e princípio de ano
de 1996, em Bafafá, segunda cidade mais importante da Guiné-Bissau. Sem prolongar muito em minhas palavras,
quero descrever o que realmente antecedeu ao meu chamado ao cristianismo.
Tudo começou quando numa tarde, fui
passear com o meu irmão mais velho, nas ruas da cidade de Bafafá, em
Guiné-Bissau. Encontramos um grupo de missionários da Missão Kairós, que
estavam ali evangelizando e tinha muitas pessoas ao redor deles, fui
chegando perto e vi que eles estavam falando de Jesus e distribuindo folhetos
escritos em Crioulo (primeira língua mais falada na
Guiné-Bissau) cujo titulo era: BIM! Que significa “Vem” em Português.
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