quarta-feira, 31 de janeiro de 2018
quinta-feira, 25 de maio de 2017
Sobre Satanás - trecho do livro: "Conhecendo as doutrinas da Bíblia" de Myer Pearlman
Alguns afirmam que não existe tal ser, o diabo;
mas depois de observar-se o mal que existe no mundo, é lógico que se pergunte:
"Quem continua a fazer a obra de Satanás durante a sua ausência, se é que
ele não existe? As escrituras nos revelam:
1. Sua origem - Is. 14:12-15; Ez. 28:12-19.
A concepção popular de um diabo com chifres, pés
de cabra, e de aparência horrível teve sua origem na mitologia pagã e não na
Bíblia. De acordo com as Escrituras, Satanás era originalmente Lúcifer
(literalmente, "o que leva luz"), o mais glorioso dos anjos. Mas ele,
orgulhosamente, aspirou a ser "como o Altíssimo" e caiu na "condenação
do diabo" (1 Tm. 3:6).
Notemos os antecedentes históricos nos capítulos
14 de Isaías e 28 de Ezequiel. Muitos têm perguntado: "Por que os reis da Babilônia
e de Tiro são mencionados primeiramente, antes de relatar-se a queda de
Satanás?" A resposta é: o profeta descreveu a queda de Satanás tendo em
vista um propósito prático. Alguns dos reis de Babilônia e Tiro reivindicaram
adoração como seres divinos, o que é uma blasfêmia (Vide Dn. 3:1-12; Ap. 13:15;
Ez. 28:2; At. 12:20-23), e faziam de seus súditos o jogo de sua ambição cruel. Para
poder admoestar os tais, os inspirados profetas de Deus afastaram o véu do
obscuro passado e descreveram a queda do anjo rebelde, que disse: "Eu serei
igual a Deus." Esta é a lição prática: Se Deus castigou o blasfemo orgulho
desse anjo de tão alta categoria, como deixar de julgar a qualquer rei que se
atreva a usurpar o seu lugar? Notemos como Satanás procurou contagiar nossos
primeiros pais com o seu orgulho. (Gn 3:5; Is. 14:14).
Notemos como o frustrado orgulho e ambição ainda
o consomem, a ponto de desejar ser adorado (Mt. 4:9) como "deus deste
mundo" (2 Co. 4:4), uma ambição que temporariamente será satisfeita quando
ele encarnar o anticristo. (Ap. 13:4.). Como castigo por sua maldade, Satanás
foi lançado fora do céu, juntamente com um grupo de anjos que ele havia
alistado em sua rebelião. (Mt. 25:41; Ap. 12:7; Ef. 2:2; Mt. 12:24.) Ele
procurou ganhar Eva como sua aliada; porém, Deus frustrou o plano e disse:
"Porei inimizade entre ti e a mulher" (Gên. 3:15).
2. Seu caráter
As qualificações do caráter de Satanás são
indicadas pelos seguintes títulos e nomes pelos quais é conhecido: (a) Satanás
literalmente significa "adversário" e descreve seus intentos
maliciosos e persistentes de obstruir os propósitos de Deus. Essa oposição
manifestou-se especialmente nas suas tentativas de impedir o plano de Deus ao
procurar destruir a linhagem escolhida, da qual viria o Messias — atividade
predita em Gn. 3:15. E desde o princípio ele tem persistido nesta luta. Caim, o
primeiro filho de Eva, "era do maligno e matou a seu irmão" (1 Jo.
3:12). Deus deu a Eva outro filho, Sete, que veio a ser a semente escolhida da
qual procederia o Libertador do mundo. Mas o veneno da serpente ainda estava surtindo
efeito na raça humana, e, no transcurso do tempo a linhagem de Sete cedeu às
más influências e se deteriorou. O resultado foi a impiedade universal da qual
resultou o Dilúvio. O plano de Deus, não obstante, não foi frustrado porque
havia pelo menos uma pessoa justa, Noé, cuja família se tornou origem de uma
nova raça. Dessa maneira fracassou o propósito de Satanás de destruir a raça
humana e impedir o plano de Deus. De Sem, filho de Noé, descendeu Abraão, o
progenitor de um povo escolhido, por meio do qual Deus salvaria o mundo.
Naturalmente os esforços do inimigo se dirigiam contra esta família em
particular.
Certo escritor traça a astuta oposição de Satanás nos seguintes incidentes:
A oposição de Ismael a Isaque, a intenção de Esaú de matar Jacó; e a opressão
de Faraó aos israelitas. Satanás é descrito como procurando destruir a igreja,
de duas maneiras: interiormente, pela introdução de falsos ensinos (1 Tm. 4:1;
Mt. 13:38,39), e exteriormente pela perseguição (Apc. 2:10). Foi o que se
verificou com Israel, a igreja de Deus do Antigo Testamento. A adoração do bezerro
de ouro no princípio de sua vida nacional é um caso típico que constantemente
ocorreu através de toda a sua história; e no livro de Ester temos o exemplo de
um esforço feito para destruir o povo escolhido. Mas o povo escolhido de Deus
tem sobrevivido tanto à corrupção da idolatria, quanto à fúria do perseguidor,
e isso por causa da graça divina que sempre tem preservado um restante fiel. Quando
se cumpriu o tempo, o Redentor veio ao mundo, e o malvado Herodes planejou matá-lo;
porém, mais uma vez Deus prevaleceu e o plano de Satanás fracassou. No deserto,
Satanás procurou opor-se ao Ungido de Deus e desviá-lo de sua missão salvadora,
porém foi derrotado; e seu Conquistador "andou fazendo o bem, e curando a
todos os oprimidos do diabo". Este conflito secular chegará ao seu clímax
quando Satanás se encarnar no anticristo e for destruído na ocasião da vinda de
Cristo.
(b) Diabo significa literalmente
"caluniador". Satanás é chamado assim porque calunia tanto a Deus (Gn.
3:2,4,5) como ao homem (Ap. 12:10; Jo 1:9; Zc. 3:1, 2; Lc. 22:31).
(c) Destruidor é o sentido da palavra
"Apollyon" (grego), "Abaddon" (hebraico) (Apc. 9:11). Cheio
de ódio contra o Criador e suas obras, o diabo desejava estabelecer-se a si
mesmo como o deus da destruição.
(d) Serpente. "Essa antiga serpente,
chamada o diabo" (Apc. 12:9) nos faz lembrar aquele que, na antiguidade,
usou uma serpente como seu agente para ocasionar a queda do homem.
(e)
Tentador. (Mat. 4:3.) "Tentar" significa literalmente provar ou
testar, e o termo é usado também com relação aos tratos de Deus (Gn. 22:1).
Mas, enquanto Deus põe à prova os homens para seu próprio bem — para purificar
e desenvolver o seu caráter — Satanás tenta-os com o propósito malicioso de
destruí-los.
(f) Príncipe e deus deste mundo. (Jo 12:31; 2
Co. 4:4.) Esses títulos sugerem sua influência sobre a sociedade organizada fora
ou à parte da influência da vontade de Deus. "Todo o mundo está no
maligno" (no poder do maligno) (1 Jo 5:19) e está influenciado por ele. (1
Jo 2:16.) As Escrituras descrevem o mundo como sendo qual vasto conjunto de
atividades humanas, cuja trilogia se resume nestas palavras: fama, prazer e
bens. A esses três objetivos tudo está subordinado. Hábeis argumentos em defesa
dos mesmos criam a ilusão de serem realmente dignos. Esses objetivos gozam
ainda da vantagem de vastíssimo aparato literário, comercial e governamental, o qual
constantemente reclama dos cidadãos do mundo o culto a esses objetivos, que, na
mente, se associam aos mais elevados valores. Os aplausos do povo se dedicam
àqueles que os conseguem. O juízo das coisas é pelo aspecto e o êxito aparentes,
fundamentado sobre falsos postulados de honra e mediante falsas idéias de
prazer, de valores e da dignidade da riqueza. Ademais, faz-se veemente apelo
aos instintos inferiores da nossa natureza, apelo que se reveste da linguagem
pretensamente (?)
3. Suas atividades
(a) A natureza das
atividades. Satanás perturba a obra de Deus (1 Ts. 2:18); opõe-se ao Evangelho
(Mt. 13:19; 2 Cor. 4:4); domina, cega, engana e laça os ímpios (Lc. 22:3; 2
Cor. 4:4; Ap.20:7, 8; 1 Tm. 3:7). Ele aflige (Jo 1:12) e tenta (1 Tes. 3:5) os santos
de Deus. Ele é descrito como presunçoso (Mat. 4:4, 5); orgulhoso (1 Tim. 3:6);
poderoso (Ef. 2:2); maligno (Jo 2:4); astuto (Gn. 3:1 e 2 Cor. 11:3); enganador
(Ef. 6:11); feroz e cruel (1 Pd. 5:8).
(b) A esfera das atividades. O diabo não limita
as suas operações aos ímpios e depravados. Muitas vezes age nos círculos mais
elevados como "um anjo de luz" (2 Cr. 11:14). Deveras, até assiste às
reuniões religiosas, o que é indicado pela sua presença no ajuntamento dos
anjos (Jo capítulo 1), e pelo uso dos termos: "doutrinas de demônios"
(1 Tm. 4:1) e "a sinagoga de Satanás" (Ap. 2:9). Frequentemente seus
agentes se fazem passar como "ministros de justiça" (2 Cr. 11:15). A
razão que o leva a frequentar as reuniões religiosas é o seu malicioso intento
de destruir a igreja, porque ele sabe que uma vez perdendo o sal da terra o seu
sabor, o homem torna-se vitima em suas mãos inescrupulosas.
(c) O motivo das atividades. Por que está
Satanás tão interessado em nossa ruína? Responde José Hussiein: "Ele
aborrece a imagem de Deus em nós. Odeia até mesmo a natureza humana que
possuímos, com a qual se revestiu o Filho de Deus. Odeia a glória externa de
Deus, para a promoção da qual temos sido criados e pela qual alcançaremos a
nossa própria felicidade eterna. Ele odeia a própria felicidade, para a qual estamos
destinados, porque ele mesmo a perdeu para sempre. Ele tem ódio de nós por mil
razões e de nós tem inveja." Assim disse um antigo escriba judeu:
"Pela inveja do diabo veio a morte ao mundo: e os que o seguem estão a seu
lado."
(d) As restrições das atividades. Ao mesmo tempo
em que reconhecemos que Satanás é forte, devemos ter cuidado de não exagerar o
seu poder. Para aqueles que creem em Cristo, ele já é um inimigo derrotado (Jo
12:31), e é forte somente para aqueles que cedem à tentação. Apesar de sua
fúria rugidora ele é um covarde, pois Tiago disse: "Resisti ao diabo e ele
fugirá de vós" (Tg. 4:7). Ele tem poder, porém limitado. não pode tentar
(Mt. 4:1), afligir (Jo 1:16), matar (Jo 2:6; Heb. 2:14), nem tocar no crente
sem a permissão de Deus.
4. Seu destino
Desde o princípio Deus predisse e decretou a
derrota daquele poder que havia causado a queda do homem (Gn. 3:15), e o castigo
da serpente até o pó da terra foi um vislumbre profético da degradação e
derrota final dessa "velha serpente, o diabo". A carreira de Satanás
está em descensão sempre. No princípio foi expulso do céu; durante a Tribulação
será lançado da esfera celeste à terra (Ap. 12:9); durante o Milênio será
aprisionado no abismo, e depois de mil anos, será lançado ao lago de fogo
(Ap. 20:10). Dessa maneira a Palavra de Deus nos assegura a derrota final do
mal.
sábado, 22 de abril de 2017
TEOLOGIA DO OBREIRO - Sugestões de Leitura
Vou postar aqui as sugestões de leitura que costumo fazer para
meus alunos a cada nova matéria. Embora tenhamos um material didático de
excelente qualidade e, naturalmente, a Bíblia que é a literatura principal do
curso teológico, acho importante o contato com a perspectiva de diferentes
autores. Alguns serão repetidos ao longo das postagens porque se tratam de
literatura com conteúdo abrangente, e de valor inestimável. Não vou
apresentá-los no formato de bibliografia, mas uma lista simples, contendo o
nome do livro seguido do nome do autor.
TEOLOGIA DO OBREIRO
Atos. E
a igreja se fez missões – Myer Pearlman.
Chamado
para Servir – Curtis A. Kregness.
Evangelizemos
o Mundo – Oswald Smith.
História
das Missões – Stephen Neill.
Marcos –
O Evangelho do servo de Jeová – Myer Pearlman.
O Líder
que Deus usa – Russel Shedd.
Servos
entre os pobres - Viv Grigg.
Vocacionados
– Ronaldo Lidório.
domingo, 5 de fevereiro de 2017
HERESIOLOGIA - SUGESTÕES DE LEITURA
Vou postar aqui as
sugestões de leitura que costumo fazer para meus alunos a cada nova matéria.
Embora tenhamos um material didático de excelente qualidade e,
naturalmente, a Bíblia que é a literatura principal do curso teológico, acho
importante o contato com a perspectiva de diferentes autores. Alguns serão
repetidos ao longo das postagens porque se tratam de literatura com conteúdo
abrangente, e de valor inestimável. Não vou apresentá-los no formato de
bibliografia, mas uma lista simples, contendo o nome do livro seguido do nome
do autor.
HERESIOLOGIA
As grandes defesas
do cristianismo – Jefferson Magno Costa.
A veracidade da fé
cristã: uma apologética contemporânea – Willian Lane Craig.
Bíblia Apologética
de Estudo - ICP.
Conhecendo as
doutrinas da Bíblia – Myer Pearlman.
Desmascarando
as seitas – Natanael Rinaldi, Paulo Romeiro.
Doutrinas
Bíblicas. Uma Perspectiva Pentecostal – Willian W. Menzies e Stanley M. Horton.
Enciclopédia
histórico-teológica da Igreja cristã – Walter A. Ewell.
Enciclopédia
de apologética – Norman Geisler.
Evangélicos
em crise – Paulo Romeiro.
Fundamentos
inabaláveis - Norman Geisler, Peter Bochino.
Guia de
seitas e religiões – Bickel, Bruce, Jantz, Stan.
Mais erros que os
pregadores devem evitar – Ciro Sanches Zibordi.
Manual popular de
dúvidas, enigmas e “contradições” da Bíblia – Norman Geisler e Thomas Hower.
O império das seitas – Walter
Martin.
Origem e desenvolvimento das
religiões – Tácito da Gama Leite Filho.
Religiões, seitas e heresias – J.Cabral.
Religiões, seitas e heresias – J.Cabral.
Respostas às seitas – Norman
Geisler, Ron Rhodes.
Seitas
proféticas - Tácito da Gama Leite Filho.
Super
crentes – Paulo Romeiro.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
ANÁLISE COMPARATIVA ENTRE A IGREJA PRIMITIVA E A IGREJA CONTEMPORÂNEA - Antônio Pereira da Costa Júnior
INTRODUÇÃO: Precisamos Desmistificar
alguns pontos da Igreja Primitiva. Precisamos entender duas coisas: (1) A Igreja Primitiva era uma Igreja Santa, porém pecadora.
(aspecto divino-humano). (2) A Igreja Primitiva era uma Igreja Pecadora,
porém santa. (aspecto humano-divino).
Pontos que precisamos evitar: (1) Colocar
auréolas demais nas cabeças dos apóstolos. (2) Divinizar os crentes
neotestamentários.
I – COMO ERA A IGREJA PRIMITIVA?
(1) Perseverava na doutrina dos apóstolos. Perseveravam:
“proskartereo”. Tem o sentido de: ser constantemente atento a, dar constante
cuidado a algo; perseverar e não desfalecer; mostrar-se corajoso para estar em
constante prontidão para alguém, servir constantemente.
Doutrina: “didachê”. Tem o sentido de: Ensino a respeito de algo; fazer uso do
discurso como meio de ensinar, em distinção de outros modos de falar em público.
A Bíblia diz que Deus concedeu vários dons aos homens (...Ele mesmo deu ... apóstolos,
profetas, evangelistas, pastores e mestres) com os objetivos de aperfeiçoar os
crentes para o ministério individual e edificar o corpo de Cristo.
"Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para
edificação do corpo de Cristo" (Ef.4.12). Aperfeiçoar: "katartismón".
Tem o sentido de: Consertar, colocar em ordem (cirurgia-redução do osso
quebrado), ajustar suas funções no corpo. O que é edificação? Grego: "oikodomem" (construir sobre algo) significa construir mais. Desta forma, o corpo do Senhor
é visto como progredindo para a sua meta da perfeição na plenitude de Cristo.
(2) Perseverava na comunhão. O que é comunhão:
“koinonia”. Tem o sentido de: comunidade, participação conjunta, relação.
(3) Perseverava no partir do pão. (Obediência aos sacramentos). Partir do Pão: Pão usado nos
ágapes ("festas de amor e de comunhão") e na Mesa do Senhor.
(4) Perseverava na oração. Oração: “proseuche”. É a
oração dirigida a Deus.
(5) Era temente (Em cada alma havia temor...). Temor: “phobos”. da
palavra primária “phebomai” (amedrontar). Temor, terror; aquilo que espalha
medo; reverência como ao próprio marido.
(6) Era unânime em propósitos (Estavam juntos e tinham tudo em comum). Juntos: “epi”.
Estarmos juntos, não significa comunhão, mas comunhão significa estarmos sempre
juntos. “A verdade sem amor é brutalidade, mas o amor sem verdade é hipocrisia”.
(7) Era solidária (vendiam e distribuíam... aos necessitados).
(8) Eram frequentadores participativos (Todos os dias no templo... de casa em casa).
Unânimes: ”homothumadon”. Significa: com uma só mente, de comum acordo, com uma
só paixão. Homothumadon é um composto de duas palavras que significam
"impedir" e "em uníssono". A imagem é quase musical; um
conjunto de notas é tocado e, mesmo que diferentes, as notas harmonizam em grau
e tom. Como os instrumentos de uma grande orquestra sob a direção de um
maestro, assim o Santo Espírito harmoniza as vidas dos membros da igreja de
Cristo. Resultado: “Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo
salvos”.
II – QUAIS MUDANÇAS OCORRERAM NA A IGREJA CONTEMPORÂNEA?
(1) Evangelismo Superficial (Evangelismo “The Flash”) . Queremos resultados, e
mutilamos o evangelho. Nós dizemos: "Jesus te ama". Porque não dizemos: "Jesus
está irado com você?" Cl 3.6; Ef 2.3; 5.6; Rm 9.22.
Hoje se usa: “As Quatro Leis Espirituais”. “Como ganhar o céu?” Etc. Hoje se
diz: "Dê uma chance pra Jesus".
A nossa geração não sabe nada sobre convicção de pecados. Os antigos pregavam a Lei
de Deus e não tinham pressa. John Bunyan agonizou 18 meses em convicção de
pecados antes de descansar na Graça de Deus. É preciso que o pecador sinta a
culpa de seu pecado.
Nós dizemos: “No fundo ele é um bom homem”. No fundo ele é pior. Devemos pregar
para que haja tristeza segundo Deus que produz arrependimento. Só depois vem
alegria do Espírito Santo por uma vida regenerada.
(2) Filosofia do Negócio. (Igreja Supermercado).
(3) Priorização de
Números. (Quantidade mais
importante do que qualidade) .
(4) Teologia do Divertimento. (Programas Topa-tudo-por-dinheiro).
A adoração é o elo perdido entre o povo evangélico hoje.
(5) Louvor Biônico – é o louvor programado pela mídia evangélica. (Canta-se o
que está na moda). Já vivemos vários períodos desde a década de 90: (1) – A Koinonização do Louvor – Grupo Koinonia; (2) Alinealização do louvor – Aline Barros; (3) Cassianização do louvor – Cassiane; (4) Diante-do-trononização do louvor – Diante do Trono.
Pontos que precisamos evitar: (1) Colocar auréolas demais nas cabeças dos apóstolos. (2) Divinizar os crentes neotestamentários.
I – COMO ERA A IGREJA PRIMITIVA?
Doutrina: “didachê”. Tem o sentido de: Ensino a respeito de algo; fazer uso do discurso como meio de ensinar, em distinção de outros modos de falar em público.
A Bíblia diz que Deus concedeu vários dons aos homens (...Ele mesmo deu ... apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres) com os objetivos de aperfeiçoar os crentes para o ministério individual e edificar o corpo de Cristo.
"Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo" (Ef.4.12). Aperfeiçoar: "katartismón". Tem o sentido de: Consertar, colocar em ordem (cirurgia-redução do osso quebrado), ajustar suas funções no corpo. O que é edificação? Grego: "oikodomem" (construir sobre algo) significa construir mais. Desta forma, o corpo do Senhor é visto como progredindo para a sua meta da perfeição na plenitude de Cristo.
(2) Perseverava na comunhão. O que é comunhão: “koinonia”. Tem o sentido de: comunidade, participação conjunta, relação.
(3) Perseverava no partir do pão. (Obediência aos sacramentos). Partir do Pão: Pão usado nos ágapes ("festas de amor e de comunhão") e na Mesa do Senhor.
(4) Perseverava na oração. Oração: “proseuche”. É a oração dirigida a Deus.
(5) Era temente (Em cada alma havia temor...). Temor: “phobos”. da palavra primária “phebomai” (amedrontar). Temor, terror; aquilo que espalha medo; reverência como ao próprio marido.
(6) Era unânime em propósitos (Estavam juntos e tinham tudo em comum). Juntos: “epi”. Estarmos juntos, não significa comunhão, mas comunhão significa estarmos sempre juntos. “A verdade sem amor é brutalidade, mas o amor sem verdade é hipocrisia”.
(7) Era solidária (vendiam e distribuíam... aos necessitados).
(8) Eram frequentadores participativos (Todos os dias no templo... de casa em casa).
Unânimes: ”homothumadon”. Significa: com uma só mente, de comum acordo, com uma só paixão. Homothumadon é um composto de duas palavras que significam "impedir" e "em uníssono". A imagem é quase musical; um conjunto de notas é tocado e, mesmo que diferentes, as notas harmonizam em grau e tom. Como os instrumentos de uma grande orquestra sob a direção de um maestro, assim o Santo Espírito harmoniza as vidas dos membros da igreja de Cristo. Resultado: “Enquanto isso acrescentava-lhes o Senhor os que iam sendo salvos”.
II – QUAIS MUDANÇAS OCORRERAM NA A IGREJA CONTEMPORÂNEA?
(1) Evangelismo Superficial (Evangelismo “The Flash”)
Hoje se usa: “As Quatro Leis Espirituais”. “Como ganhar o céu?” Etc. Hoje se diz: "Dê uma chance pra Jesus".
Nós dizemos: “No fundo ele é um bom homem”. No fundo ele é pior. Devemos pregar para que haja tristeza segundo Deus que produz arrependimento. Só depois vem alegria do Espírito Santo por uma vida regenerada.
(2) Filosofia do Negócio. (Igreja Supermercado).
(4) Teologia do Divertimento. (Programas Topa-tudo-por-dinheiro).
A adoração é o elo perdido entre o povo evangélico hoje.
(5) Louvor Biônico – é o louvor programado pela mídia evangélica. (Canta-se o que está na moda). Já vivemos vários períodos desde a década de 90: (1) – A Koinonização do Louvor – Grupo Koinonia; (2) Alinealização do louvor – Aline Barros; (3) Cassianização do louvor – Cassiane; (4) Diante-do-trononização do louvor – Diante do Trono.
Conclusão: Oremos para que a nossa
igreja demonstre como nos dia dos apóstolos as mesmas verdades e a mesma
maneira de viver. Não precisamos de uma nova igreja, precisamos de uma igreja
nova. Podemos não ser uma grande igreja, basta sermos uma igreja grande.
Conclusão: Oremos para que a nossa igreja demonstre como nos dia dos apóstolos as mesmas verdades e a mesma maneira de viver. Não precisamos de uma nova igreja, precisamos de uma igreja nova. Podemos não ser uma grande igreja, basta sermos uma igreja grande.
SOLI
DEO GLORIA NUNC ET SEMPER
Fonte: Os Atributos de Deus e outros artigos - Pr. Antônio Pereira da Costa Júnior, 2007.
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