domingo, 14 de dezembro de 2014

Eu não queria que ele partisse... - Cidinha Britto

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (II Timóteo 4:7-8).

Eu não queria que ele partisse... mas partiu. Partiu no dia que tem tudo a ver com ele, com a vida que ele viveu – O Dia da Bíblia. O Pastor Waldemar Carvalho foi um homem que ousou ouvir o coração de Deus, e do coração de Deus recebeu o chamado de anunciar a Palavra - a Bíblia a todos os povos. E foi o que ele fez, ou pelo menos começou a fazer. Porque há ainda muito trabalho. Portanto, cabe a nós continuar essa tarefa.  A “Missão Kairós” fundada por ele na década de 80, tem levado o pão espiritual e o cuidado material, a muitas nações.

Pastor Waldemar, homem simples, que abriu mão de um bom emprego para servir o Mestre. Enriqueceu o Reino, mas ao contrário do que se vê por aí, ele mesmo não enriqueceu. Doou-se por inteiro a ponto de muitas vezes, com a saúde debilitada, (depois de visitar as igrejas que fundou) ir parar no hospital. Lá no hospital, assim que melhorava se levantava da cama e ia pelos corredores falando às pessoas, sobre Jesus.

Conheci o pastor Waldemar em 2007, mas tive a oportunidade de ter algum contato com ele em 2008, quando fui trabalhar na Missão como voluntária. Foram dez meses de bênçãos na minha vida. Eu ficava a disposição de ajudar no que fosse preciso uma vez por semana. Então a menos que eu fosse notificada de que não havia necessidade, toda quinta-feira, me dirigia para Santo Amaro. A viagem longa nunca me incomodou, pelo contrário, saía de casa muito animada para trabalhar, e quando voltava... cansada, me sentia a pessoa mais útil da face da terra. Amava estar com toda a equipe e com ele também, sempre tão sério... exigente!

Lembro-me que depois do almoço a equipe parava alguns minutos para descansar antes de retornar ao trabalho, mas eu que só ia uma vez por semana, não queria parar de jeito nenhum. Voltava imediatamente ao trabalho. O pastor Waldemar passava pela porta da sala de cadastro e me dizia, brincando, mas em tom bem sério: “Santo André, você tem ser chefe do cadastro”. Santo André era como ele me chamava na época, acho que porque morava muito longe da Base. 

Depois, fiquei impossibilitada de estar lá, mas nossa amizade continuou, e aí ele passou a me chamar de "Cidinha", como todo mundo, de vez em quando postava uma mensagem no meu Facebook, desejando que Deus abençoasse o meu “evangelismo online”, e me convidando para visitá-los.... Hoje, meu filho e minha nora fazem parte da equipe de missionários da Missão Kairós.

Eu não poderia deixar de registrar aqui, minha homenagem a esse herói da fé. Desde que recebi a notícia de seu falecimento, meu coração está partido, mas uma coisa me conforta, eu tive a chance de dizer a ele, em vida (e disse) o quanto o amava em Cristo, e o quanto o admirava como servo de Deus. Ele sempre será um modelo para mim, um modelo como poucos. Apesar da tristeza, a convicção de que estaremos juntos um dia, enche meu coração de esperança. Obrigada meu Deus, pela oportunidade que tive de conhecer o Pastor Waldemar Carvalho.


0 comentários:

Postar um comentário